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Apesar de tudo isso, são poucas pessoas que apresentam uma preocupação com a
água quanto à sua origem, as propriedades peculiares à distribuição cíclica e
principalmente ao uso e suas implicações tangentes à quantidade e qualidade desse
essencial elemento da natureza.
Segundo Ferreira (2001). “A água é um liquido incolor, sem cheiro ou sabor,
essencial à vida. Ou seja, a água doce existente no globo terrestre é um dos recursos mais
importantes para a humanidade”.
Para explicar a existência da água na Terra, duas hipóteses são admitidas: a
primeira baseia-se no aprisionamento, pelo planeta, de um grande número de cometas que
são formados principalmente de gelo. Tais cometas tiveram sua origem fora do Sistema
Solar, a partir de nuvens interestelares de poeiras e partículas de água no estado sólido.
Grande número deles teriam sido atraídos para dentro de nosso sistema planetário graças,
essencialmente, à força gravitacional dos planetas de grande massa, como Júpiter e
Saturno. Daí a órbita alongada que os caracteriza ainda hoje e que os faz passear por entre
os planetas, desde os mais distantes até as proximidades do Sol, retornando em seguida
para os confins do Sistema Solar (BRANCO 2000).
De quando em quando alguns deles passam muito próximo de um planeta,
desestabilizando sua trajetória e vindo a chocar-se com a superfície em conseqüência de
sua influência gravitacional. Isso teria originado, em épocas mais primitivas do Sistema
Solar em formação, um verdadeiro bombardeio dos planetas com núcleos de gelo dos
cometas.
Esse bombardeio teria coincidido com um certo grau de arrefecimento, já
permitindo que a água neles contida não mais desintegrasse, permanecendo então
prisioneira foi o que provavelmente ocorreu na Terra (BRANCO 2000).
A segunda hipótese refere-se à própria formação do nosso planeta; de acordo com
as teorias mais modernas, a Terra assim como os demais planetas e satélites se formaram a
partir de uma massa de poeira cósmica que constituía uma espécie de anel em torno do Sol,
o qual teria sido um dos primeiros núcleos de condensação dessa matéria cósmica. Nesse
disco de poeira, as partículas de matéria, chocando-se umas com as outras, começaram a
formar corpúsculos maiores, como em um processo de coagulação, a que os astrônomos
deram o nome de acreção. Os aglomerados que atingiram um tamanho grande passaram a
atrair por força de sua massa gravitacional um número cada vez maior de partículas, que
cresceram rapidamente, constituindo os planetesimais. Com o choque entre inúmeros
planetesimais resultaram corpos imensos, os planetas primitivos, que continuaram a