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250 oposição eram divergentes a respeito das justificativas para a extinção dos classistas: para os primeiros, tratava-se de um custo sem qualquer benefício para a sociedade, conforme as posições dos deputados Aécio Neves (PSDB-MG) e Paulo Magalhães (PFL-BA), relator da matéria, que apostavam na conciliação extrajudicial, custeada pelos próprios interessados, de acordo com a proposta das Comissões de Conciliação Prévia, aprovada na Câmara; para os segundos, o acento era colocado na falta de representatividade sindical dos juízes classistas. O deputado José Pimentel (PT-CE) resumiu com precisão o ponto: “não queremos fazer o debate sobre o aspecto do custo. Queremos um debate sobre a relação capital e trabalho. O classista – representante ou trabalhador – não tem espaço nessa visão de sociedade, nessa concepção de poder394”. Nesse debate, o deputado Aldo Arantes (PC do B – SP) posicionou-se ao lado da minoria, ao considerar o risco de “elitização” da Justiça do Trabalho, pois a representação classista teria surgido com a proposta de democratizar o Poder Judiciário, de modo a “permitir que os empregados e empregadores partilhassem não apenas a estrutura, mas a responsabilidade das decisões do fórum trabalhista395”. Outros parlamentares propunham instituir requisitos específicos para o exercício do cargo, como tempo de trabalho, de sindicalização e curso de nível superior396. Por sua vez, o deputado Marcelo Barbieri (PMDB-SP) questionou o momento da alteração, marcado pelo elevado índice de desemprego, hegemonia do neoliberalismo bem como a precariedade da assistência judicial ao trabalhador mais pobre nas Juntas de Conciliação (Barbieri admitia a extinção dos classistas apenas na 2ª e 3ª instâncias, tema da emenda do deputado João Henrique, do PMDB-PI)397. No Senado Federal, o relator da PEC nº 63, de 1995, senador Jefferson Péres (PDT-AM) também sustentou, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a permanência do juiz classista nas Juntas de Conciliação e Julgamento, local onde ocorre a maioria dos acordos trabalhistas398. A emenda de Plenário nº 3, subscrita por 27 senadores, exigia formação em Direito, eleição direta pela categoria para formação de lista tríplice a ser escolhida pelo presidente do TRT e mandato de três anos (mantido o vínculo previdenciário de origem, vedada a 394 Idem, op. cit., 18 de novembro de 1999, pág. 54.987. Idem, op. cit., 18 de novembro de 1999, pág. 54.983. O deputado Aldo Rebelo também sugeriu modificações na forma de escolha dos juízes classistas, de modo que os sindicatos tivessem maior autonomia e poder de decisão, reduzindo o arbítrio dos Tribunais Regionais ou de seus presidentes na manipulação política da eleição direta do representante. 396 Conforme as emendas de nº 1 a 7, apresentadas à PEC 33/99, dos deputados José Lorenço (PFL-BA), Arnaldo Faria de Sá (PPB-SP), Marcelo Barbieri (PMDB-SP), Corauci Sobrinho (PFL-SP) e José de Abreu (PSDB-SP). 397 Idem, op. cit., págs. 54.987-88. As Juntas de Conciliação e Julgamento foram transformadas em Varas Trabalhistas, sem representação classista. O número de ministros do TST foi reduzido de 27 para 17, excluída a representação classista. 398 Diário do Senado Federal, 31 de outubro de 1997, págs. 23.261-67. Em maio de 1999, o senador Péres mudou de opinião, votando favoravelmente à extinção dos juízes classistas, por sua “desnecessidade”. 395