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A Alemanha e a Suécia, que desenvolvem expressivos esforços educativos, com grande difusão de qualificações técnicas pela sociedade, fazem consideráveis investimentos em Ciência e Tecnologia. O “ethos” predominante é o cooperativo, com mecanismos bem estabelecidos para favorecer as associações entre os agentes e sua participação na vida econômica e social. O Estado é bastante integrado na sociedade civil, sendo importante investidor em áreas de interesse coletivo, sem fugir às regras de uma economia de mercado. São abertos a toda espécie de trocas, evitando, no entanto, penetração estrangeira excessiva. O Japão realiza grandes esforços educativos, estimulando a difusão de qualificações técnicas pela sociedade, com relativa prioridade à investi-gação científica nos moldes ociden-tais. Apresenta forte “ethos” cooperativo, com cada indivíduo assumindo elevado senso de responsabilidade em nome da comunidade. O governo é completamente integra-do à sociedade, aparentando que o Poder está repartido entre o conjunto de indivíduos que compõem a nação, como que se o Estado nela se dissolvesse. O país é relativamente fechado, não tanto por barreiras regulamentares, mas por razões cultu-rais, quanto aos costumes, produções e valores nacionais. Ao mesmo tempo, o Japão demonstra alta receptividade quanto às ciência e tecnologia ocidentais. Percebe-se que os países que melhor responderam, nos últimos anos, ao desafio da forte concorrência econômica mundial, têm alguns pontos em comum: a) possuem mão-de-obra com boa instrução formal; b) apresentam um “ethos” econômico mais baseado na cooperação do que no individualismo; c) o Estado é bem integrado à sociedade; d) sua econo-mia é relativamente bem protegida contra o mundo exterior, embora harmoniosamente inserida nas corren-tes internacionais; e) seus parques industriais são expostos a forte concorrência, interna e externa. Na reformulação de suas políticas de Ciência e Tecnologia, estes países têm preocupação crescente com alguns aspectos relevantes: · questões sociais - priorizando meio ambiente, saúde e condições de vida; · melhoria de qualidade do nível de ensino em particular, o primário e o secundário; · descentralização dos investi-mentos - estimulo às iniciativas de programas de P&D nas adminis-trações locais; · participação em redes inter-nacionais - forte cooperação, inter-câmbio e divulgação científica com os demais países; · difusão de conhecimento e capacidades de P&D por todo o país; · articulação entre os centros de pesquisa, as universidades e a indústria, dando ênfase ao apoio, sob forma de fomento e suporte técnico, à pequena e média empresa; · criação de órgãos ou comitês responsáveis pela formulação e coordenação da implantação das políticas nacionais no setor, sob a coordenação do governo, com a participação da comunidade cientí-fica, do segmento industrial e da sociedade. Considerando os aspectos men-cionados, pode-se compreender a relação entre o estágio de desen-volvimento em Ciência e Tecnologia e o grau de abertura da Economia de um país em relação à exportação quando confrontada com o PIB respectivo. A Tabela 1 a seguir mostra esta variação entre 1990 e 1995, que ressalta algumas das economias fortes e mais desenvol-vidas tecnologicamente.