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- impossibilidade de realizar experiencias diretamente em humanos e dificuldades de extrapolar os resultados obtidos com animais. - a corrente ID realmente causadora da fibrilação ventricular é apenas uma fração da corrente I que circula pelo corpo humano. Como apenas I é mensurável, ocorre que a relação ID /I não é constante, variando de pessoa para pessoa e, numa mesma pessoa, depende do trajeto da corrente através do corpo. - há um curto espaço de tempo no ciclo cardíaco (período vulnerável) no qual o coração é elétricamente instável. É o instante em que, decrescendo o potencial de ação, a fibra tende a retornar ao estado de repouso. Se a corrente atingir o coração nesse intervalo, a probabilidade de iniciar a fibrilação aumenta consideravelmente. - correntes elevadas nem sempre provocam fibrilação, elas podem determinar uma parada cardíaca ou produzir alterações organicas permanentes no sistema cardíaco. A tabela mostra os resultados do choque elétrico em pessoas adultas, jovens e com boa saúde: CORRENTE (mA) PERTURBAÇÕES PROVÁVEIS ESTADO APÓS CHOQUE <1 Nenhuma Normal 1a9 Sensação cada vez mais desagradável à medida que a intensidade aumenta. Contrações musculares. Normal Desnecessário Normal 9 a 20 Sensação dolorosa, contrações violentas, perturbações circulatórias. Morte Aparente Respiração Artificial Restabelecimento Sensação insuportável, contrações violentas, perturbações circulatórias graves inclusive fibrilação ventricular. Morte Aparente Respiração Artificial Restabelecimento ou morte > 100 Asfixia imediata, fibrilação ventricular Morte Aparente Muito difícil Morte Vários Amperes Asfixia imediata, queimaduras graves Morte Aparente ou imediata Praticamente impossível Morte 20 a 100 SALVAMENTO RESULTADO FINAL Normal Para frequencias industriais (50 - 60Hz), desde que a intensidade não exceda o valor de 9mA, o choque não produz consequencias graves. Quando a corrente ultrapassa 9mA, as contrações musculares tornam-se mais violentas e podem impedir que a vítima se liberte do contato com o circuito. Se a região torácica for atingida, poderão ocorrer asfixia e morte aparente, caso que a vítima necessita de socorro imediato. Correntes maiores que 20mA são perigosas mesmo quando atuam durante curto espaço de tempo. Correntes da ordem de 100mA, quando atingem a zona do coração, produzem fibrilação ventricular em apenas 2 ou 3 segundos, e a morte é praticamente certa. Correntes de alguns amperes, além da asfixia pela paralisação do sistema respiratório, produzem queimaduras extremamente graves com necrose dos tecidos. Nesta faixa de corrente não é possível o salvamento, a morte é instantanea. De um modo geral, pode-se incluir outros efeitos: - eletrólise do sangue, com alteração do pH.