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fabricante
o terceiro em volume de receitas da
empresa, sendo que há apenas cinco
anos era o sexto. E, em breve, como
afirma o executivo, será o segundo,
ultrapassando o Canadá. “Para chegarmos ao nosso objetivo, decidimos
que precisamos competir em países
como Brasil, Rússia, Índia e China”,
diz ele. “Isso evidentemente também
inclui a disputa de mercado com empresas de baixo custo.”
Tal percepção é reforçada por Michael Mack Jr., presidente mundial
da John Deere Construction & Forestry Division, que representa 25%
do faturamento global da Deere &
Company. “Abrimos os olhos para a
importância do mercado brasileiro,
que atualmente é extremamente
atrativo”, ressalta. Segundo a análise
do executivo, o país apresenta uma
tendência de crescimento sustentável, podendo avançar no segmento
com taxas médias de 8% ao ano até
2020. “O país também vem passando por um processo de incorporação de tecnologias de classe mundial, além de já possuir uma ampla,
sólida e economicamente forte base
de concessionárias”, salienta.
EXPERTISE
Nesse ponto, Mack destaca que a
rede de distribuidores no Brasil (que
atualmente conta com quatro concessionárias) deve chegar a 24 unidades até 2014. “Somos afortunados ao
atrair concessionárias de alta qualidade”, diz. “E essa rapidez e qualidade
na montagem da rede já tem até provocado ciúmes na concorrência.”
Tirar vantagem da expertise, aliás, é
um dos pontos centrais da estratégia de
crescimento do grupo. Segundo Mack,
43% do pessoal que atua no segmento de construção provêm do negócio
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REVISTA M&t
Estratégia inclui modernização de fábricas
Segunda maior fabricante de equipamentos dos EUA, a Deere & Company
está modernizando suas fábricas como
forma de aumentar a competitividade e
presença global. Estimulada pela recuperação do mercado norte-americano, a
empresa vem, por exemplo, atualizando as linhas de produção da John Deere Davenport Works, que desde 1974
produz caminhões basculantes articulados, carregadeiras, motoniveladoras,
tratores florestais e cabines. No local
são fabricadas por ano entre 700 e 750
máquinas, das quais aproximadamente
35% são exportadas.
Além da reorganização do fluxo interno
de materiais, a unidade de 1.200 funcionários incorporou recentemente novos
recursos operacionais, como um sistema
de plasma de alta definição para cortes
até 39 mm, robôs de soldagem, máquinas
para usinagem pós-soldagem e pintura
robotizada. Como parâmetro das melhorias, esta última – apelidada de “Iron
Bear” (Urso de Ferro, em tradução livre)
– permitiu à empresa reduzir de 4 horas
para 12 minutos o tempo da pintura interna e articulações das máquinas, apoiado
por seis braços robóticos da marca ABB
com capacidade de 7,5 ton. “Com a modernização, o setor de construção vai conquistar uma fatia maior no faturamento
do grupo”, afirma Eric Fish, gerente de
projetos e operações da fábrica.
Tecnologia - A atualização operacional também é fortemente apoiada pelo
Centro de Inovação Tecnológica, que
atua junto às instalações do headquarter
mundial da empresa, em Moline, Illinois.
“Usamos a tecnologia para aperfeiçoar a
operação, como encher completamente a
pá do equipamento, independentemente de quem a esteja operando”, explica Pushpa V. Manukonda, gerente de
estratégias para tecnologia e inovação
da Deere & Company. “Mas estamos focados não apenas na tecnologia em si,
como também nas considerações de negócio, regulamentações e o que acontece na indústria de um modo mais amplo,
que vai impactar diretamente sobre o que
introduzimos em nossas máquinas.”