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Variante “sem depósito”
Uma primeira variante é que o circuito primário e secundário estejam ligados directamente por
permutador, sem a intervenção de um depósito.
Isto pode ser adequado em especial quando há recirculação da água no circuito secundário, por
exemplo ao fornecer calor para processos industriais, para aquecimento ambiente ou de piscinas.
Neste caso a fracção solar do sistema (contribuição do sistema solar em si para o consumo solicitado,
vd. discussão pormenorizada na secção 10) dependerá muito dos perfis sazonal e diário da carga
térmica: se estiver em fase com os perfis sazonais e diário de radiação solar (“consumos alinhados
com o Sol”) então a fracção solar pode ser elevada, mas se os consumos forem principalmente
elevados no Inverno e/ou à noite o sistema solar terá um desempenho modesto, e será mais
adequada a configuração básica com depósito. O caudal de água a definir no editor de consumos
deverá ser o mais próximo possível do caudal recomendado para colector de forma a penalizar o
menos possível o rendimento da instalação. A variação da carga térmica deverá ser feita
preferencialmente através da diferença entre as temperaturas de abastecimento e de consumo.
Variante “com depósito”
Esta variante é em geral a mais interessante do ponto de vista energético e frequentemente também
do ponto de vista económico.
O circuito primário alimenta em energia um depósito, via um permutador (regra de boa prática). O
permutador pode ser externo ou interno (e neste caso há vários subtipos, vd. discussão mais
adiante).