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Myst
Sistema: PC| Ano: 1993
Por Tiago Lobo Dias
L
ançado em 1993 pela Cyan, este
titulo foi um dos responsáveis pelo
boom do CD-ROM.
A passagem das disquetes para este novo
formato abriu novas portas na indústria.
Com mais de 600 Mbytes disponíveis , o
design gráfico, a música e efeitos sonoros
entravam num novo nível e rapidamente
apareceram jogos a explorar o novo
formato. Myst foi um deles. Deteve o
recorde de vendas até 2002, com cerca de
6 milhões de unidades vendidas. Os
ingredientes para tal sucesso foram uma
bela história, um grande ambiente e um
mundo 3D muito bem concebido.
O jogo é do género aventura gráfica
renderizada na primeira pessoa, pouco
vulgar para a altura. Apesar de ser visto
pelos olhos do jogador (FPS), o movimento
não é livre. Se estivermos numa sala,
podemos rodar a vista normalmente por
ângulos de 90º, por vezes mais por vezes
menos, consoante a cena.
O ambiente é todo “renderizado” em 3D,
originalmente criado em Macintosh com o
StrataVision 3D tendo gráficos belíssimos e
um ambiente muito envolvente. O som é
também muito bom, tendo vários efeitos
sonoros presentes ao longo do jogo. Em
jogabilidade, nada mais simples: o rato
controla tudo ao estilo de point and click.
A história presente dá inicio a um longo
enredo de várias sequelas e livros. O
jogador está na pele de um “estranho” do
qual muito pouco se sabe. A nossa
personagem tem acesso a um livro com
um detalhe muito elevado de uma ilha
chamada Myst. Este livro teria sido escrito
por Atrus com uma arte muito antiga que,
através de descrições muito
pormenorizadas, consegue fazer saltar
quem lê o livro para o mundo (Age) nele
retratado. É desta forma que o “estranho”
salta para Myst e dá inicio ao jogo.
Explorando a ilha, vamos encontrar outros
livros que nos permitem saltar para outros
mundos. Na biblioteca da Ilha
encontramos 2 livros, um vermelho e um
azul que possuem, cada um, uma
personagem encarcerada no seu interior.
São elas Sirrus e Achenar, dois irmãos e
filhos de Atrus. Olhando para os livros o
nosso personagem consegue ouvir os
irmãos com muita interferência,
inicialmente, e cada um deles tenta
convencer que Atrus está morto e que o
outro irmão é responsável pela morte do
Pai. Sirrus e Achenar imploram-nos ajuda