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MAEPP – MANUAL DE ATENDIMENTO ÀS EMERGÊNCIAS COM PRODUTOS PERIGOSOS
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fungos) responsáveis pela decomposição da matéria orgânica presente nos
despejos industriais e domésticos. No processo de decomposição o oxigênio é
consumido, podendo gerar como subprodutos gases como o metano, sulfídrico
e dióxido de carbono que deslocam o oxigênio.
Os materiais orgânicos destes ambientes também estão sujeitos à oxidação
natural, contribuindo para a diminuição da concentração de oxigênio. Os despejos
industriais podem conter gases que por si só deslocam o ar.
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A combustão de qualquer material provoca consumo de oxigênio e emanação
de gases que deslocarão o ar, sobretudo em ambientes confinados.
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Qualquer substância sujeita à oxidação num ambiente confinado, após certo
período de tempo, provoca a redução de oxigênio se não houver renovação do
ar.
Considerações gerais
Nos atendimentos às emergências com produtos perigosos, utiliza-se como valor
limite de segurança a concentração, internacionalmente aceita de 19,5% em volume de
oxigênio, pois fica implícito que qualquer redução na concentração normal de oxigênio,
implica no aumento da concentração de outro gás.
Assim, a redução de 1% em volume de oxigênio no ar (equivalente a 10.000 ppm)
representa um aumento de 1% em volume na concentração de outra substância, muitas
vezes desconhecida, o que pode significar uma situação de alto risco.
A avaliação quantitativa da concentração de oxigênio no ar é fator preponderante
na seleção dos métodos eficazes de proteção respiratória. Aparelhos específicos
fornecem o percentual em volume de oxigênio em determinado ambiente. A análise dos
dados obtidos permite a identificação de condições prejudiciais ou mesmo letais ao
homem.