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vaga na universidade que, embora alcançassem a nota necessária ao
seu ingresso, não podiam entrar na faculdade, pois não havia vagas.
Isso, entretanto, foi parcialmente resolvido por vias outras q u e não a
própria m u d a n ç a no processo de seleção. N u m primeiro caso (e talvez isso possa ser considerado como próximo ao projeto militar de
construção do "Brasil Potência"), aumentou-se o peso relativo das
carreiras tecnológicas em detrimento das humanidades, c u m p r i n d o
inclusive proposta da Usaid, o q u e explica grande parte dos protestos estudantis da época. T a m b é m porque, como ressalta Fiechter
(1974, p.201), em 1966
as faculdades mais freqüentadas são, em ordem decrescente: direito, filosofia, ciências sociais e letras, engenharia, economia, medicina, odontologia, agronomia, arquitetura, etc. O elemento feminino representa
25% do total e se acha principalmente nas faculdades de filosofia.
T a m b é m como reflexo de u m a visão militar do ensino, como admitirá Jarbas Passarinho, em entrevista realizada em 11.12.1998, e
para solucionar o problema do ensino superior,
O grupo de trabalho que elaborou o anteprojeto de reforma universitária recomendou a reforma do ensino médio como medida indispensável ao crescimento "ordenado" do ensino superior. Ele devia ser profissional, passando a desviar para o mercado de trabalho um grande número de demandantes potenciais dos cursos superiores. (Cunha, s. d.,
p.144)
Se entendermos por militarização a passagem de traços e valores
militares para u m a d a d a política, então o viés q u e possibilita u m a
avaliação disso no q u e se refere à educação necessariamente estará
ligado a esses dois aspectos. Ressalte-se, entretanto, q u e a bibliografia consultada não permite afirmar que foram somente os valores
militares q u e nortearam as ações arroladas. Pelo contrário, fizeram-se acordos e composições. Por exemplo, com referência à profissionalização do ensino de 2° grau, se Jarbas Passarinho, na época
ministro da Educação, frisa que a introdução da terminalidade foi