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Manual de Heveicultura para a Região Sudeste do Estado do Acre
Tabela 39. Continuação.
Nome da praga
Nome do inseticida
Método
Lagarta-mandarová
Deltametrina
Pulverização
Malation
Pulverização
Bacillus thuringiensis
Pulverização
Bacillus thuringiensis
Pulverização
Acephate
Pulverização
Deltametrina
Pulverização
Deltametrina
Pulverização
Óleo mineral
Pulverização
Paquinhas
Deltametrina
Pulverização
Percevejo-de-renda
Monocrotofós
Nebulização
Endossulfan
Nebulização
Diafentiuron
Nebulização
Lagarta-rosca
Moscas-brancas
11.1. Mandarová
11.1.1. Método de controle mecânico
Quando o surto é pequeno e em viveiros de mudas ou jardim clonal, o controle é feito por meio da catação manual e destruição
das lagartas.
11.1.2. Método de controle físico
As armadilhas luminosas “Luiz de Queiroz” podem ser utilizadas para monitorar a população do inseto adulto. Esse método
consiste em instalar a armadilha luminosa, capturar e contar o número de insetos capturados a cada período de 15 dias, por
exemplo. Além de reduzir o número de fêmeas que iriam fazer a postura de ovos, tem-se uma ideia da flutuação populacional para
indicar o nível de controle a partir da população de insetos adultos. Os insetos mortos podem ser jogados para as galinhas se
alimentarem.
11.1.3. Método de controle biológico
Alguns pássaros como o “anu” e o “tesoureiro”, ao sobrevoarem um seringal com frequência, focalizam intensa infestação de
lagartas e se encarregam de eliminar um grande número delas. O inseto Belvosia sp., um dos principais parasitas da E. ello,
deposita seus ovos sobre a folhagem da seringueira, os quais são ingeridos pelas lagartas, que na fase de pupa são destruídas
pelas larvas.
A bactéria Bacillus thuringiensis tem sido utilizada no controle biológico dessa praga com grande sucesso. Apresenta a vantagem
de ser seletiva e não tóxica ao homem. O produto Thuricide® à base dessa bactéria é registrado para o controle do mandarová
em seringueira. Os inseticidas biológicos Dipel® e Manapel® têm apresentado grande eficiência (96% a 98%) na eliminação dessa
praga no sétimo dia após a aplicação. O vírus Baculovirus erynnis, obtido por trituração das próprias lagartas mortas na natureza,
é utilizado com sucesso no controle do mandarová em mandiocultura no Acre e pode ser usado na cultura da seringueira, caso
venha a ocorrer um nível populacional dessa praga que justifique a necessidade. Esse vírus não causa nenhum mal ao homem ou a
outro ser vivo, diferente da lagarta-mandarová, e a calda pode ser preparada diretamente na propriedade.
11.1.4. Método de controle químico
O inseticida químico Decis EC® (deltametrina piretroide) é registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Mapa) sob o número 758498 para o controle dessa praga em seringueira. Novos produtos deverão ser registrados, permitindo ao
produtor ter mais opções para o controle da praga e assim reduzir os custos com essa operação.
11.2. Lagartas-roscas
11.2.1. Método de controle mecânico
Quando o surto é pequeno e em viveiros de mudas e jardim clonal, o controle é feito por meio da catação manual e destruição das
lagartas.
11.2.2. Método de controle físico
As armadilhas luminosas “Luiz de Queiroz” podem ser utilizadas para monitorar a população do inseto adulto, capturá-lo e
eliminá-lo. Os insetos mortos podem ser jogados para as galinhas se alimentarem.
11.2.3. Método de controle biológico
A bactéria Bacillus thuringiensis, agente ativo dos inseticidas biológicos Dipel® e Manapel®, tem sido utilizada no controle
biológico de Spodoptera frugiperda, apresentando excelente resultado. Esses produtos comerciais ainda não se encontram
registrados para uso contra as lagartas-roscas em seringueira.
11.2.4. Método de controle químico
O inseticida químico Decis EC® (deltametrina piretroide) não é registrado no Mapa para uso visando ao controle das lagartasroscas. No futuro, esse e outros produtos poderão ser registrados para essa finalidade, no sentido de proporcionar ao produtor
mais métodos de controle.