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Engenharia de Software
Ricardo de Almeida Falbo
Capítulo 5 – Levantamento e Análise de Requisitos
UFES - Universidade Federal do Espírito Santo
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5.8.1 - Relações entre DFDs e DERs
Conforme discutido anteriormente, depósitos de dados são representações em um DFD
para entidades e relacionamentos em um modelo ER. Entretanto, em um DFD, não há uma
representação explícita dos relacionamentos entre entidades. Para indicar que o
relacionamento entre entidades existe, a representação dos acessos dos processos aos
depósitos de dados deve obedecer à seguinte regra geral: ao criar ou excluir um
relacionamento ou uma entidade que participa de um relacionamento, mostre o acesso aos
depósitos de dados que correspondem ao relacionamento e às entidades que participam do
relacionamento. A figura 5.42 mostra a representação gráfica desses acessos.
a
R1
E1
E2
Modelo de
Dados Genérico
R2
Processo
E1
R1
Processo
E2
Criar ou excluir uma ocorrência de R1.
E1
E2
Criar ou excluir uma ocorrência de R2.
Figura 5.42 – Acessos a depósitos de dados.
No caso do relacionamento R1, como esse relacionamento tem um atributo (a), ele é
representado em um DFD como sendo um depósito de dados. Assim, para criar ou excluir
uma ocorrência de R1, representam-se acessos a R1, E1 e E2. Já o relacionamento R2, como
esse não possui atributos, não dá origem a um depósito de dados. Para criar ou excluir uma
ocorrência de R2, são representados acessos a E1 e E2.
5.8.2 - Construindo DFDs
Como já mencionado no estudo sobre processos, é uma boa prática manter um certo
nível de complexidade nos processos representados em um DFD. Esse nível de complexidade
pode ser estabelecido pelo tamanho da especificação da lógica do processo ou pelo número de
processos em um diagrama. Se tal nível de complexidade for superado, devemos utilizar uma
das seguintes técnicas para decompor o DFD: fissão ou explosão.