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Transcript
13. Com o auxílio do educador ou de um colega tente ler a legenda. De acordo com
a legenda, que parte do corpo você poderia usar para indicar a sua idade? Se
não for possível, que estratégia você poderia utilizar para indicá-la?
14. Registre a idade de uma pessoa que seja dez anos mais nova que você.
15. Registre quantos anos você tem a mais que esta pessoa.
IDENTIDADE
Nossa história nos faz ser o que somos. Somos as escolhas que fazemos, as lutas que
enfrentamos, as perdas que sofremos, os sonhos que ousamos sonhar...
Não construímos sozinhos a nossa história. Ela se faz no entrelaçar de outras histórias, nas
partilhas e nos enfrentamentos. Nossas palavras são ecos ou respostas de outras palavras; nossas
ações provocam reações ou são efeitos de outras.
E são as marcas do que vivemos que nos modela e nos impulsiona.
No livro A Pedra Arde1, Eduardo Galeano conta a história de um menino que, ao encontrar
uma pedra mágica, lembra-se de um velho guardador de pomares. A virtude desta pedra, era
devolver a juventude a quem a quebrasse. O menino pensou:
– O velho dançará feliz, vai pular de alegria como uma pulga e voará como um pássaro! Não
vai mais tossir. Terá as pernas curadas, um rosto sem marcas e a boca com todos os dentes.
Na sua ingenuidade de criança, o menino pensava que livrando-se das marcas do tempo o
velho seria feliz. No entanto, ao escutá-lo, o velho guardador de pomares olha e pensa durante
algum tempo, e em seguida, pela primeira vez conta a sua história:
– Esses dentes não caíram sozinhos. Foram arrancados à força. Esta cicatriz que marca meu
rosto não vem de um acidente. Os pulmões... a perna... Quebrei a perna quando escapei da prisão
ao saltar um muro alto. Há outras marcas mais, que você não pode ver. Marcas visíveis no corpo
e outras que ninguém pode ver.
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GALEANO, E e HORNA, Luis de. A Pedra Arde. Ed. Loyola. São Paulo, 1989.
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