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outro lado, há uma semelhança com a abordagem do Sistema de Informação e
Agricultura do Conhecimento – citado também no início da seção –, o qual tem como
propósito fortalecer a comunicação e a transferência de conhecimentos e tecnologias
entre instituições de pesquisa, serviços de extensão e produtores rurais com a finalidade
de promover o acesso à tecnologia.
Para incrementar o avanço da Escola Sistêmica e considerando que os problemas
enfrentados pelos pequenos produtores permanecem, surgiu outra abordagem, a
Pesquisa Agrícola Participativa, ou somente escola participativa.
O estreitamento do diálogo contínuo entre pesquisador e agricultor foi um dos
pilares da escola participativa, desde a identificação do problema, até a definição da
agenda da pesquisa, no desenvolvimento e na disseminação da tecnologia.
A passagem do agricultor de objeto para sujeito da pesquisa – como
preconizada a escola participativa – encontrava desafios a serem superados. Chambers
(1993) relaciona estes desafios às ações de três agentes: a) agricultor: precisava ter
oportunidade de fazer sua própria análise no processo de pesquisa e extensão, para isso
era necessário o desenvolvimento de novos métodos – pelos institutos de PD&I e
extensão – que propiciassem a participação do produtor; b) pesquisadores e
extensionistas: necessitavam adotar novos comportamentos e atitudes no sentido de
propiciar ao agricultor o direito de decidir pela tecnologia e forma de uso; c) instituições de
pesquisa: careciam de reorientação de suas atividades com vistas a dar suporte aos
métodos participativos para agricultores.
Nesta abordagem, era relevante a experiência acumulada pelos agricultores na
implementação de programas de pesquisa. Aqui, verifica-se a inclusão de um agente
demandante relevante para a criação, desenvolvimento e uso de conhecimentos e
tecnologias: o agricultor. O Sistema de Inovação Agrícola (SIA) – apresentado antes – cita
a importância da inclusão deste agente no processo inovativo, todavia a Escola
Participativa não incluía os demais atores públicos e privados potencialmente
envolvidos na criação do conhecimento e promoção da inovação agrícola, como
preconiza o SIA.
A trajetória até aqui percorreu os marcos teóricos das escolas de pesquisa
agrícola, que transitaram do modelo linear para o sistêmico e o participativo. Como
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