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povoado nos últimos 20 anos, que se afirmou como pólo industrial farmacêutico, onde entranharam-se áreas de uso industrial, comercial e residencial, tornando-se imperativa uma interação harmoniosa, e onde o autor construiu sua experiência profissional, testemunhando na prática o expressivo potencial de retorno dos investimentos realizados em prol da melhoria da qualidade ambiental, sobretudo nas iniciativas de P2 e R2. Outro aspecto relevante é a conjuntura econômica pela qual atravessa o setor farmacêutico no país, onde os indicadores são negativos desde 1997, com retração das vendas brutas, de US$ 10,35 bilhões em 1997 para US$ 7,48 bilhões em 2000. As vendas em número de unidades também apresentaram crescimento negativo de 1,82 bilhões em 1996 para 1,47 bilhões em 2000 (ABIFARMA, 2002). Embora os dados de 2001 e 2002 ainda não estejam disponíveis no site da ABIFARMA, tivemos acesso, mediante consulta formal à FEBRAFARMA, aos indicadores mais recentes, apontando que a tendência de queda do faturamento do setor continua, tendo alcançado US$ 5,84 bilhões no balanço acumulado de 12 meses até maio de 200221. Configura-se, portanto, um cenário que demanda fortemente a implementação de medidas que possibilitem aumentar a eficiência, reduzindo-se custos e desperdícios, e assegurando-se a sustentabilidade dos negócios, com que muito podem contribuir as oportunidades de P2, R2 e P+L, conforme amplamente demonstrado. A metodologia proposta para implementação de um programa de prevenção da poluição e redução de resíduos na indústria farmacêutica utiliza a estrutura básica comum aos programas gerais de P2 já consagrados (USEPA, 1992a e CETESB, 2000), acrescidos de recomendações aplicáveis aos processos e operações da indústria farmacêutica/farmoquímica, além de formulários de avaliação que possam auxiliar a sistematizar o levantamento de dados e a identificação de oportunidades de P2 e R2 no setor. Foram também incluídas sugestões e recomendações baseadas na experiência do autor na indústria farmoquímica, em laboratórios de pesquisa química, fitoquímica e desenvolvimento analítico, sem o propósito de exaurir o assunto, mas disponibilizar, a todos quantos estejam empenhados em implantar tais programas, voluntariamente ou não, um ponto de partida sob a forma de ferramenta prática e simples, ainda sujeita à validação, mas solidamente fundamentada nas melhores práticas internacionais de P2 e R2. 21 Para mais detalhes, ver anexo 5 (indicadores da indústria farmacêutica). 116