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PREFÁCIO O Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR) foi criado com a missão de “regulador” dos serviços de abastecimento público de água às populações, de saneamento das águas residuais urbanas e de gestão dos resíduos sólidos urbanos, com base no Estatuto aprovado pelo Decreto-Lei n.º 362/98, de 18 de Novembro. Posteriormente, foi atribuída ao IRAR uma segunda missão, a de “autoridade competente para a qualidade de água para consumo humano”, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 243/2001, de 5 de Setembro, que transpõe a Directiva n.º 98/83/CE do Conselho, de 3 de Novembro. Esta nova missão deu origem a uma alteração do Estatuto do IRAR, introduzida pelo Decreto-Lei n.º 151/2002, de 23 de Maio. As responsabilidades inerentes à missão de autoridade competente entraram em aplicação plena a 25 de Dezembro de 2003, sendo desde essa data o IRAR responsável pela implementação de um conjunto importante de atribuições, como a aprovação dos programas de controlo da qualidade da água das entidades gestoras, a inspecção periódica da qualidade da água nos sistemas de abastecimento, a supervisão de laboratórios de análises de água, a instauração de processos de contraordenação às entidades gestoras e a elaboração dos relatórios anuais sobre a qualidade da água para consumo humano em Portugal e dos relatórios trienais a enviar à Comissão Europeia. Por outro lado, e de acordo com o seu Estatuto, cabe ao IRAR sensibilizar as entidades gestoras e os autarcas em geral para as questões da qualidade na concepção, execução, gestão e exploração dos sistemas multimunicipais e municipais, bem como emitir recomendações. É neste quadro que se entendeu importante elaborar um guia técnico sobre controlo da qualidade da água para consumo humano em sistemas públicos de abastecimento, cujo objectivo é apoiar as entidades gestoras nesta tarefa complexa mas essencial para a garantia de uma adequada distribuição pública de água e da salvaguarda da saúde pública, no quadro da legislação vigente. Pretende assim o IRAR dar mais um contributo para que progressivamente seja possível servir, de forma regular e contínua, a maior percentagem possível da população portuguesa, com um elevado nível de serviço, a um preço eficiente e justo e dentro de uma perspectiva ambientalmente sustentável e de salvaguarda da saúde pública. Se na última década o País evoluiu de 50 para 86% em termos de monitorização, ou seja, de análises realizadas face à legislação, e de 95,8 para 98,3% em termos de cumprimentos dos valores paramétricos nas análises realizadas, deve ser objectivo nacional atingir rapidamente 100% em termos de monitorização e não menos de 99% em termos de cumprimentos dos valores paramétricos. iii