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Development Workshop — CEDOC 04/2011 — 96
via nem marcação que in­dique a separação da faixa de
ro­dagem tem. No período nocturno, resta aos automobilistas a utiliza­ção dos faróis nos máximos.
Nesta avenida, o estado crítico do piso é sentido sobretudo a par­tir do triângulo dos Congolel1ses até à linha-férrea, onde os buracos tomaram conta do asfalto.
António da Silva, outro automo­bilista, aponta como
factor de inse­gurança a fraca iluminação pública das
estradas de Luanda, o que difi­culta a visibilidade de
quem circula na estrada mas também de quem esteja
atravessar a ma. “A fraca ilumi­nação constitui um perigo
para os au­
tomobilistas, como para os peões”, disse,
acrescentando que, devido à fraca ou inexistência de iluminação pública, tem acontecido muitos aci­dentes que
resultaram em mortes de muitas pessoas inocentes.
Não há carro que aguente
Rui Duarte reclama da situação das estradas que ligam
vários bair­ros de Luanda. Segundo ele, o mau estado das
estradas tem provocado danos avultados nas viaturas
quase todos os dias. “Estradas esburaca­das são o cenário
de todos os dias em Luanda. Com esse estado de coisas,
não há carro, seja ele todo o­ terreno, que aguente. O
governo local nunca resolve o problema, nem mesmo no
tempo de cacimbo. As obras que estão a ser feitas são de
fraca qualidade, porque, quando chega a chuva, ficam
todas esbura­cadas”, disse Raul Duarte.
Já Maria da Purificação diz que todos os anos o cenário
péssimo das estradas se repete, mesmo de­
pois de o
governo provincial reconhecer as dificuldades de tráfego
nas estradas de Luanda e garantir que aguarda fim das
chuvas para recuperar as Vias.
“São estradas que, ao longo dos anos, recebem obras
paliativas e que no período chuvoso ficam num estado
precário”, disse, acrescen­tando “;l verdade é que, quando
chega a época de cacimbo, nada é feito para recuperar as
estradas. Fi­ca tudo parado. Quando voltam as chuvas,
lá estão de novo as máqui­nas para reparar o que não
fizeram no cacimbo. Isto é uma brincadei­ra. Quem vai
pagar os danos provocados nas nossas viaturas?”, questiona Maria da Purificação.
Para Carlos da Piedade, é preciso responsabilizar o
governo local por danos materiais e morais decorren­tes
dos buracos existentes nas es­tradas de Luanda. “Todos
os anos são inúmeros os acidentes ocasionados pela má
conservação das es­tradas de Luanda. O governo pro­
vincial, que tem o dever de conser­vá-las, deve ser responsabilizado pelos danos causados por esse des­caso”,
explica, acrescentando que já perdeu vários pneus por
causa de buracos nas estradas.
10.6 Exploração de inertes preocupa
administração
Jornal de Angola
13 de Abril de 2011
A exploração de inertes que está a ser feita na comuna
do Bom Je­sus, no município de Icolo e Bengo, província
do Bengo, pode ori­ginar o corte da circulação automó­
vel entre esta e as restantes locali­dades, em qualquer
momento.
De acordo com informações prestadas segunda-feira
pelo admi­nistrador comunal do Bom Jesus, Serafim
Pedro Catari, a situação constitui uma das maiores
preocu­pações com que se debate grande parte daquela
região.
O responsável revelou que as empresas autorizadas a
explorar os recursos naturais, no Bom Jesus, não estão a
cumprir as exigências assumidas por altura da concessão
das licenças.
Em muitos casos, várias zonas são abandonadas após a
explora­ção, ficando com enormes buracos, o que, com
as fortes chuvas que se abatem na zona, constitui um
peri­go para os aldeões. Para ultrapassar esta situação, as
autoridades co
apelam aos responsáveis dos ministérios da Indústria e
do Ambiente, no sentido de obrigarem à preservação dos
solos, de modo a evitar-se o avanço de ravinas.
O Jornal de Angola verificou que, logo ao início da
estrada que segue para a comuna industrial do Bom
Jesus é possível vislumbrar a destruição, ainda que de
forma len­ta, mas bastante perigosa, da mãe natureza.
Os solos da vila são aráveis e bons para a agricultura,
além da lo­calidade possuir uma bacia hidro­gráfica rica
e uma população em­penhada no combate à fome e à
po­breza, apesar das ravinas que des­troem actualmente
dezenas de campos agrícolas.
Com uma população estimada em 10.097 habitantes, Bom Jesus é considerada uma das zonas de maior
desenvolvimento industrial, pelo número cada vez
maior de fá­bricas diversificadas ali existen­tes, que estão
a garantir muitos postos de trabalho a jovens, até en­tão
desempregados.
10.7 Lagoa de S. Pedro no Cazenga.
Situação continua caótica para os
moradores da zona
Jornal de Angola
17 de Abril de 2011
Várias famílias foram desaloja­das e centenas de residências fi­caram submersas na Lagoa de São Pedro, município do Cazen­ga, devido às enxurradas que se abateram em Luanda. Durante a estação das chuvas, a lagoa
­transborda devido aos solos sa­turados, avançando até às