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Development Workshop — CEDOC 04/2011 — 100
no troço entre a Moagem da Kianda e o desvio da
Cimangola. As obras de reabilita­ção que estão a ser feitas
são débeis e quando chove a rua fica toda esburacada de
novo, disse Simão João.
Caos em São Paulo
O cenário em São Paulo é de caos total. Entre a bomba
de combustí­vel e a rotunda do mercado a estrada é
péssima, com várias viaturas a ficarem encalhadas.
Diariamente, o troço regista con­gestionamento do trânsito automó­vel nos dois sentidos devido às vá­rias crateras que se abriram por cau­sa das águas estagnadas e do
buraco que abre sempre que chove, na pas­sagem de nível
da Cipal.
A Rua Soba Mandume, desde o entroncamento da Rua
Lueji ya Ankonda passando por trás do Pré­dio do Livro
e que vai ligar à N gola Kiluanje, também está péssima.
0 Trânsito automóvel é feito num úni­co sentido devido
à quantidade de água no lado da Direcção Provin­cial da
Cultura.
Face a esta situação, muitos pro­prietários de carrinhos
de mão trans­portam pessoas de um lado para ou­tro,
cobrando 50 kwanzas.
Desagrado dos motoristas
Os motoristas, na sua maioria ta­xistas, manifestaram o
seu desa­grado pelas péssimas condições em que se encontra a Rua Ngola Kiluanje. Alguns motoristas ouvidos
pelo Jornal de Angola foram unâ­nimes em afirmar que
a situação é péssima.
Lobato Abreu, taxista, referiu que na zona do Kicolo
a situação é ainda mais caótica. A Rua Ngola Kiluanje
tem servido de alternativa a várias vias no que toca
ao descongestiona­
mento do trânsito automóvel em
Luanda. Por isso, é urgente que ter­minem as obras de
reabilitação.
Muitos taxistas encostaram as suas viaturas para evitar
danos materiais. Trezor Paulo, motorista, disse que o
Executivo tem de obrigar a empresa encarregada de reabilitar a rua desde São Paulo até ao desvio da Cimangola
a terminar as obras o mais rápido possível, para bem da
população. “Neste troço os carros têm dificul­dade em
transitar devido à água e aos buracos”, acrescentou.
Gomes Lamborna, taxista, recor­da que todos os anos a
situação se repete, mesmo depois do Governo Provincial
admitir as dificuldades existentes no tráfego nas ruas de
Luanda e garantir que aguarda o fim da época chuvosa
para as recu­perar. “São vias que, ao longo dos anos,
recebem obras paliativas e que no período das chuvas
ficam num estado precário”.
Escassez de táxi
Lopes Lameira referiu que face ao avançado estado da
degradação da via, as pessoas se debatem com escassez
de táxis e com o elevado custo da passagem : “nesta
época de chuvas as pessoas são obrigadas a’ percorrer
grandes distâncias a pé porque os taxistas não chegam
até à paragem, devido ao avançado esta­do de degradação
das vias de acesso”. Simão João revelou que circu­lar na
Rua Ngola Kiluanje tem sido feito com enormes riscos
e dificul­dades. Acrescentou que o mau esta­do da via
tem contribuído para a au­sência dos táxis e o registo de
mui­tos engarrafamentos :
Os poucos taxistas que estão a exercerem a actividade
aproveitam-se da situação insistindo em fazer linhas
curtas e praticando preços especulativos. Geralmente
trans­
portam os passageiros entre a Cuca/Igreja ou
Cipal/São Paulo co­brando 100 kwanzas.
Em São Paulo, os passageiros são obrigados a caminhar
até à pa­ragem junto à dependência do BFA ou até à
Rádio Eclésia, para apa­nhar outro táxi que os leve para
os seus locais de destino.
Amontoados de lixo
Associados à degradação da Rua Ngola Kiluanje encontram-se os amontoados de lixo produzido pe­las vendedoras ambulantes e mo­radores. O difícil acesso àquelas
áreas faz com que as viaturas das operadoras de limpeza
não reali­zem a sua actividade de recolha dos resíduos
sólidos.
Maria Stella Paulino, moradora no Cacuaco, disse que
é visível a existência de focos de lixo ao longo da rua,
principalmente nas zo­nas de São Paulo, Cuca, Hoji ya
Henda e Kicolo.
“Os comerciantes e vendedoras ambulantes são os responsáveis pe­lo lixo que está acumulado ao lon­go da via”,
concluiu.
10.11 Estudos técnicos sobre a
biodiversidade realizados na
província da Lunda-Norte
Jornal de Angola
23 de Abril de 2011
A investigação é promovida pelo Ministério do Ambiente
O Ministério do Ambiente reali­za no dia 25 deste mês
uma expedi­ção à Lagoa de Carumbo, Lunda-Norte,
com o objectividade realizar estudos técnicos e científicos sobre a biodiversidade local.
De acordo com uma nota de im­prensa, a expedição
visa, igualmen­te, fazer um levantamento técnico e científico para a criação de uma no­va área protegida, cuja
prioridade está estabelecida na Estratégia Na­cional da
Biodiversidade e Plano de Acção (NBASP).