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36 Ocupado demais para ler esse livro continuasse sendo uma tarefa dolorosa). Mas Glenn não parou por aí. Ele continuou se esforçando. Nos anos que se seguiram, ele se transformou em um dos grandes corredores de meia distância dos Estados Unidos, estabelecendo recordes mundiais para a corrida de uma milha, oitocentos metros e milha indoor. Glenn Cunningham alcançou coisas incríveis porque persistiu. Sabia o que queria e se manteve firme. Foi duro. As suas feridas o acompanharam por uma década, mas ele queria o seu corpo de volta, queria conseguir o melhor possível. Gosto dessa história, pois aprender a andar novamente não foi o único desafio que ele encarou. A sua luta foi longa. Não consigo imaginar a quantidade de dias que ele acordou sem a menor vontade de encarar os desafios que surgiam à sua frente. Em vários momentos de sua jornada, ele deve ter estabelecido objetivos menores do que gostaria. Menores, mas nem por isso mais fáceis. E cumpriu tais objetivos. Por isso seguiu em frente. Da mesma maneira, desafiar a ocupação também não é tarefa simples. Trata-se de uma longa luta. Não há nada neste livro que, ao ser realizado, possa mudar a sua vida para melhor, como se fosse um passe da mágica. Devemos trabalhar, persistir e, na hora certa, desafiar as pessoas ao nosso redor. Seguir caminhando (ou correndo) pelo próprio caminho, para ultrapassar o excesso de ocupação, não é a escolha mais fácil. Você pode decidir alcançar menos, pode aceitar a eterna ocupação, mas insisto: quero criar a coragem para que você não faça isso. A verdade é que, a cada novo dia, atrapalhamos um pouco mais a nossa vida ao não operarmos as mudanças que fariam diferença para nós, que alterariam o nosso estado de excesso de ocupação e também a vida dos nossos entes mais queridos. Temos boas intenções, porém, de alguma maneira, falhamos ao perseverar no caminho. Pense na sua vida: quantas vezes você “decidiu” fazer algo diferente? Quantas promessas de Ano-novo foram quebradas? Kerry Patterson diz que 98% de nossas tentativas de fazer uma dieta não dão em nada.2 Para mim, o curioso não é o fato de não seguirmos as nossas intenções, mas de não aprendermos. Continuamos acreditando que, se sabemos algo, se decidimos alguma coisa, estamos suficientemente motivados e a nossa vida mudará. Mas isso não é verdade. Sem dúvida, é possível modificar o nosso comportamento, e tudo o que precisamos é de boas intenções. Felizmente, hoje sabemos muito sobre como as pessoas reagem às mudanças, e também sobre o que as