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272 uma correria’ indicam o resultado da vivência desta identidade profissional, capacitando-os para dar ‘soluções’ aos problemas apresentados pelos pobres nos ambientes sócio-educativos e caracterizando o seu trabalho de ‘resgate’ desta população como ‘dificultoso’ e ‘desgastante’. Assim, a organização do discurso epidíctico dos educadores sociais aponta para a ONG caritativa como o ‘modelo figurativo’ de uma educação integral, humana e ‘libertadora’ que tem como foco as relações interpessoais entre educadores e educandos-pobres. Se a escola representa a ‘rigidez’, a representação social de ONG caritativa representa a ‘abertura’ para um processo educativo diferenciado com a população empobrecida, um ‘caminho’ para relações mais afetivas entre os profissionais da educação e os seus educandos e o ‘resgate’ de ambos para uma realidade educacional que atenda as suas necessidades pessoais e sociais, transformando-se em uma ‘marca identitária’ importante no processo de negociação sócioprofissional do educador de ONGs caritativas. Desta forma, configura-se, no discurso dos educadores sociais, uma representação social de ONG caritativa que organiza também a sua concepção de educando-pobre e educador social, no contexto da sua formação identitária sócio-profissional. Por fim, as ‘katechesis’ do discurso retórico dos educadores sociais, organizadas nesta análise a partir de cinco categorias figurativas, mostram a dinâmica da construção identitária dos educadores sociais nas instituições caritativas. As ‘kinesis’ expressas pelas diversas figuras retóricas elucidam o processo de organização das crenças, valores, normas, regras, sentidos, significados e representações que os educadores utilizam no seu processo de negociação identitária na educação não-formal. De fato, estes acabam se apresentando como ‘elementos constituintes’ da identidade profissional do educador social que ‘saciam’ o desejo de participarem integralmente deste grupo. Para o educador social, aderir ao discurso da instituição, com suas representações e outros elementos figurativos garantidores de sua manutenção na sociedade, é participar da ‘rica mesa’ da cultura institucional de educar os pobres, construída pelos órgãos competentes da Instituição Católica na história da educação brasileira. A utilização dos pseudônimos dos educadores sociais, neste momento da análise, apenas busca elucidar como o educador faz este esforço no processo de formação identitária em participar da instituição, aderindo, de maneira consciente ou inconsciente, aos signos constitutivos deste espaço sócio-educacional. As diversas categorias figurativas, que compõem o trabalho das ONGs caritativas, saciam as