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Doenças do tomateiro no Estado do Espírito Santo: reconhecimento e manejo encontrados na região serrana. • Efetuar rotação de culturas por pelo menos um ano. • Em caso de alta incidência da doença, retirar as folhas baixeiras (toalete da planta). • Os fungicidas normalmente utilizados na lavoura têm eficiência para este fungo. Em casos especiais, pode-se usar um fungicida com ação específica, mas antes deve-se ter a certeza de que é mesmo o mofo cinzento. 2.2.4 Podridão ou mofo de esclerotínia Sclerotinia sclerotiorum A doença vem aumentando a sua ocorrência na cultura do tomate, na região serrana do Estado, onde ocorre com maior intensidade entre os meses de fevereiro a março. Lavouras com excesso de folhas, muito adensadas e sombreadas são mais propícias à doença, particularmente aquelas onde se utiliza ainda o sistema de condução em “cerca cruzada” e, nestes casos, as perdas podem ser altas, como verificado no ano de 1999 em algumas lavouras conduzidas nesse sistema. Na safra de 2006, na região do Caxixe, município de Venda Nova do Imigrante, a doença ocorreu com alta incidência em algumas lavouras, com perdas superiores a 60% em duas delas, devido, em parte, à rotação que foi efetuada na área, ou seja, o cultivo de feijão e alface, duas importantes culturas que são altamente suscetíveis a este patógeno. O fungo ataca mais de 420 espécies de plantas (REIS et al., 2007), e no Estado ocorre com frequência em repolho, pimentão, batata-baroa, batata e morango. A doença causa perdas muito grandes em tomate industrial em vários estados do Brasil (LOPES et al., 2004). Como reconhecer a doença A doença, geralmente, inicia-se em algumas plantas (reboleiras) na lavoura em locais mais úmidos. Os sintomas podem ser observados em todos os órgãos aéreos da planta, mas em geral os primeiros sintomas são verificados no caule e/ou pecíolo. Inicialmente, os sintomas apresentam-se como uma mancha encharcada de cor parda/escura, de consistência mole, e onde posteriormente tem-se a presença de um micélio branco de aspecto cotonoso e a seca da base das plantas (Figura 36). Em seguida, são formados 261
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