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uma refeição, até o urbanismo das casas e prédios que compõem a cidade, tudo seria
produzido com as duas razões de existir: função e fruição, integrando-se na mesma
forma do objeto. O trabalho focado nos elementos mais simplificados representa o ato
construtivista, assim definido por Walter Gropius: “O Objetivo último de toda a
atividade criativa é a construção”.
A Bauhaus pode ser dividida em três momentos distintos. De 1919 a 1923, em Weimar,
sob a direção de Gropius e com o corpo docente integrado por Johannes Itten, que
escreveu importantes textos a respeito da psicologia das cores, a Bauhaus ainda não
estava ideologicamente conectada com as vanguardas russas. A expressão estética da
escola estava, ainda, muito ligada ao expressionismo alemão. Isto se devia, em parte, à
presença de Itten, que tinha essa formação. Em um segundo momento da Bauhaus, a
partir de 1923, com a mudança da sede para Dessau e a entrada dos construtivistas
Lazlo Moholy-Nagy e Joseph Albers no lugar de Johannes Itten, o Construtivismo passa
a existir como ideologia. A composição dos objetos e pinturas era constituída de
estruturas como o quadrado, o círculo e o triângulo. De acordo com Paul Klee, estas
eram as unidades básicas de todas as formas e todas as demais expressões visuais eram
variações nas relações entre tais elementos, e as cores primárias eram utilizadas para
preencher essas formas básicas.
A saída de Itten resultou numa nova orientação para a Bauhaus, e numa
mudança no corpo docente. Moholy-Nagy e Joseph Albers assumiram o
Vorkurs, para o qual levaram a estética antiarte do Construtivismo Russo. Eles
facilitaram a mudança que levou ao afastamento de uma expressão individual,
em favor de uma atitude racional ante a forma tridimensional objetiva, MoholyNagy enfatizava a aplicação da estética da máquina ao design, dizendo: “A nova
estrutura da percepção baseia-se nos elementos constituintes do registro visual:
no ponto, linha, extensão, posição, direção”. Moholy-Nagy tinha grandes
qualidades como professor. Houve quem afirmasse que sua defesa da ideologia
construtivista foi responsável pela orientação da Bauhaus após a saída de Itten.
Como orientador do Curso básico, ele continuo o desenvolvimento de avançados
princípios de design, por meio de experiências diretas com materiais, mas com
ênfase na máquina como a forma racional “moderna”. Ela simbolizava a