Download Design de Interface - PUC-SP
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requisitos de qualidade mínima significaria a adoção de um programa estético conciso, concreto, cujo sentido e signficado pudessem estar contidos em si mesmo. Esse programa incluía, até mesmo por estar de acordo com a idéia de progresso, uma ótica não naturalista, alguma coisa já próxima a uma estética mecânica; incluía pedagogias (Souza, 1997: 26) Somada a isso a necessidade, ou exigência do Estado /Empresa, de uma otimização na produção leva os designers, artistas, artesãos e arquitetos, do Werkbund, a trabalhar sob a referência da afirmação enunciada pelo arquiteto alemão F. Weinbrener, em seu Tratado da Arquitetura (1819), de que a beleza de um objeto está no fato de sua forma ser moldada com o mínimo de elementos possíveis, pensando apenas no cumprimento da sua função. O que mais tarde, na Escola de Chicago, se tornaria a síntese do design, chamado funcionalista, enunciada pelo arquiteto Louis Sullivan: “A forma é a função”, uma tradução para Form Follows Function. (...) o arquiteto e urbanista F. Weinbrener (1776-1826). Na terceira parte de seu Tratado de Arquitetura (1819), Weinbrener escreveu: “a beleza está na concordância total entre forma e função”. Como se vê, tal axioma foi não formulado apenas no final do século XIX, mas praticamente no seu início. (Souza, 1997: 23) Esse pensamento já fazia parte da bagagem adquirida por Walter Gropius, pois ele havia trabalhado no escritório de design de Peter Behrens, um membro ativo do Projeto Werkbund. Assim, após a Guerra, a Alemanha busca reativar o Deutscher Werkbund, ou alguma atividade que pudesse desenvolver as artes aplicadas, focando o mercado interno. Sob essa perspectiva, a Bauhaus inicia suas atividades na República de Weimar, em 1919. Segundo Argan, a racionalidade, na Bauhaus, deveria corresponder às grandes e pequenas ações da vida, o que define justamente a noção de Forma associada à Função, do Deutscher Werkbund, em junção à ideologia construtivista de democratizar a arte, já industrializada, tornando-a parte da própria cidade. Ao eliminar qualquer distância entre a arte e o cotidiano da população, desde os mínimos objetos, como a colher utilizada em