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50 capital. Além dos desempregados, expulsos do processo produtivo e do mercado devido à reestruturação do capital que compõem o exército industrial de reserva, elevando, assim, os índices de desemprego estrutural. (ANTUNES; 2009) Assim, Antunes descreve a nova composição da classe trabalhadora: [...] Eu diria que a classe trabalhadora hoje tem como núcleo central o conjunto do que Marx chamou de trabalhadores produtivos, para lembrar especialmente O Capital VI (Inédito), bem como inúmeras passagens de O Capital onde a ideia de trabalho produtivo é formulada. Nesse sentido, eu diria que a classe trabalhadora hoje incorpora a totalidade do trabalho social, a totalidade do trabalho coletivo que vende sua força de trabalho em troca de salário. Mas ela é hoje centralmente composta pelo conjunto de trabalhadores produtivos que são aqueles, lembrando de novo Marx, que produzem diretamente mais-valia e que participam também diretamente do processo de valorização do capital. Ela tem o papel central no processo de produção da mais-valia. No processo de produção de mercadorias, desde as fábricas mais avançadas, onde é maior o nível de interação entre trabalho vivo e trabalho morto, entre trabalho humano e maquinário científico-tecnológico, onde há maior interação entre trabalho vivo e trabalho morto. (p. 195, 2009, grifo do autor) Portanto, o maior desafio está em compreender a definição de atividade produtiva na atualidade. Além disso, Claus Offe (1989) apontou cinco razões que determinam a perda de centralidade da categoria trabalho: 1) dependência de remuneração da força de trabalho; 2) subordinação ao controle da administração; 3) risco de interrupção, por razões objetivas e subjetivas de perder as chances de remuneração; 4) homogeneização da força de trabalho através das associações de classe; e, 5) teoria do valor trabalho, considerada a fonte única de toda a riqueza e de toda a cultura, produzindo um fundamento unitário para a autoconsciência do trabalho. (OFFE, 1989) A questão central para o autor diz respeito à capacidade desses tributos, geradores, expressarem uma realidade que se metamorfoseou nos dias atuais, sobretudo com relação à variação das situações de trabalho, tais como, rendimento, qualificação, segurança no trabalho, reconhecimento social, autonomia, dentre outros. Para Claus Offe (1989) o conteúdo do trabalho passa a ser dado por outros fatores que não sua designação comum de trabalho, tornando-o abstrato de tal forma que pode ser considerado categoria estatística descritiva e não categoria analítica. Dentre esses diversos fatores, os quais têm