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capital. Além dos desempregados, expulsos do processo produtivo e do mercado
devido à reestruturação do capital que compõem o exército industrial de reserva,
elevando, assim, os índices de desemprego estrutural. (ANTUNES; 2009)
Assim, Antunes descreve a nova composição da classe trabalhadora:
[...] Eu diria que a classe trabalhadora hoje tem como núcleo central o
conjunto do que Marx chamou de trabalhadores produtivos, para
lembrar especialmente O Capital VI (Inédito), bem como inúmeras
passagens de O Capital onde a ideia de trabalho produtivo é formulada.
Nesse sentido, eu diria que a classe trabalhadora hoje incorpora a
totalidade do trabalho social, a totalidade do trabalho coletivo que
vende sua força de trabalho em troca de salário. Mas ela é hoje
centralmente composta pelo conjunto de trabalhadores produtivos que
são aqueles, lembrando de novo Marx, que produzem diretamente
mais-valia e que participam também diretamente do processo de
valorização do capital. Ela tem o papel central no processo de
produção da mais-valia. No processo de produção de mercadorias,
desde as fábricas mais avançadas, onde é maior o nível de interação
entre trabalho vivo e trabalho morto, entre trabalho humano e
maquinário científico-tecnológico, onde há maior interação entre
trabalho vivo e trabalho morto. (p. 195, 2009, grifo do autor)
Portanto, o maior desafio está em compreender a definição de atividade
produtiva na atualidade.
Além disso, Claus Offe (1989) apontou cinco razões que determinam a
perda de centralidade da categoria trabalho: 1) dependência de remuneração da
força de trabalho; 2) subordinação ao controle da administração; 3) risco de
interrupção, por razões objetivas e subjetivas de perder as chances de
remuneração; 4) homogeneização da força de trabalho através das associações
de classe; e, 5) teoria do valor trabalho, considerada a fonte única de toda a
riqueza e de toda a cultura, produzindo um fundamento unitário para a
autoconsciência do trabalho. (OFFE, 1989)
A questão central para o autor diz respeito à capacidade desses tributos,
geradores, expressarem uma realidade que se metamorfoseou nos dias atuais,
sobretudo com relação à variação das situações de trabalho, tais como,
rendimento, qualificação, segurança no trabalho, reconhecimento social,
autonomia, dentre outros. Para Claus Offe (1989) o conteúdo do trabalho passa
a ser dado por outros fatores que não sua designação comum de trabalho,
tornando-o abstrato de tal forma que pode ser considerado categoria estatística
descritiva e não categoria analítica. Dentre esses diversos fatores, os quais têm