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O conteúdo em fenóis totais variou entre 2.66 ± 0.15 mg AG g-1 para o ananás e 188.47
± 0.42 mg AG g-1 para a acerola, tendo o teste de Tuckey mostrado que neste parâmetro a
acerola é significativamente diferente das restantes amostras. Adicionalmente, também se
verifica que o ananás, a maçã, a papaia, a laranja e a tâmara são semelhantes, no que respeita
ao conteúdo fenólico, estando estes resultados de acordo com a literatura (Dragovic-uzelac,
2009). No estudo mencionado, foi observado um decréscimo do conteúdo em fenólicos entre o
mirtilo, laranja e maçã, não estando contudo, o valor obtido para o pêssego (506 ± 32 mg AG
g-1) de acordo com o presente estudo. Este resultado pode dever-se à variação do teor em
compostos fenólicos com a cultivar (Drogoudi, 2008), fatores ambientais e pós-colheita,
incluindo a maturação dos frutos, a exposição à luz, o processamento e ao armazenamento.
Relativamente à atividade antioxidante, a acerola distingue-se mais uma vez,
apresentando a atividade mais elevada (1095.01 ± 38.11 mmol trolox Kg-1) e o ananás com a
atividade mais baixa (2.82 ± 0.15 mmol trolox Kg-1). Estes resultados são concordantes com os
verificados para o conteúdo fenólico total, sendo demonstrado pelo teste de Tukey, que a
acerola é mais uma vez significativamente diferente das restantes amostras. Por sua vez,
verificou-se que os valores de atividade antioxidante obtidos para o ananás, a maçã a papaia e
a tâmara são semelhantes (Tabela 1). Estes resultados estão de acordo com estudos prévios
(Pellegrini et al., 2003), onde se verificou uma ordem crescente de atividade antioxidante na
maçã, ameixa e laranja, sendo adicionalmente suportados por um outro trabalho (Chen et al.
em 2014) envolvendo a maçã, laranja, pêssego e ameixa, tendo esta última apresentado o valor
mais alto de atividade antioxidante, enquanto o menor valor foi verificado para a maçã.
Os resultados procedentes destas quantificações foram analisados com recurso a
estatística multivariada, utilizando os quatro parâmetros avaliados como variáveis dependentes.
Esta análise permite explanar os resultados obtidos, uma vez que a acerola é o fruto que mais
se discrimina das restantes amostras, encontrando-se isolado num quadrante, onde constitui
sozinha um cluster (Figura 1-a). Este fruto separa-se dos restantes devido à alta atividade
antioxidante e atividade da PAL, para além do elevado conteúdo em fenóis totais (Fator 1).
Adicionalmente, a tâmara, a maçã, a papaia, a laranja, e o ananás integram um único cluster,
onde se encontra também o suplemento. Este facto revela as semelhanças de entre estes frutos
e o suplemento, no que diz respeito ao conteúdo em flavonóides e fenóis totais, bem como à
sua atividade antioxidante. Estes resultados são expectáveis, já que o teste de Pearson indica a
existência de uma forte correlação entre o conteúdo em fenóis totais e atividade antioxidante,
bem como entre o conteúdo em fenóis totais e enzima PAL (Tabela 3).
A quantificação do conteúdo em flavonóides também foi avaliada neste estudo. A
ameixa apresentou o maior conteúdo em flavonóides (16,06 ± 0,02 mg CE g-1), sendo
significativamente diferente dos restantes frutos (Tabela 1), enquanto o ananás apresentou o
conteúdo mais baixo (0,58 ± 0,02 mg CE g-1). Adicionalmente, o ananás, a papaia e a laranja,
que integram o mesmo cluster (Fig. 1-a) são semelhantes também no que diz respeito a este
parâmetro. Este parâmetro é preponderante no Fator 3, contribuindo também para a separação
da acerola (Fig. 1-a).
Relativamente à atividade da PAL, os valores variam entre 19.99 ±0.60 (µmol cal.h-1.g1
) para a tâmara e 75.62 ± 0.57 (µmol cal.h-1.g-1) para a acerola. No presente estudo esta
atividade foi positivamente correlacionada com o conteúdo em fenóis totais presentes nos frutos
(Tabela 3). Contudo, no suplemento bem como na mistura de frutos não se verifica essa
correlação. Se no caso do suplemento este facto pode ser explicado pela possível existência de
outros elementos na sua composição, que não sejam provenientes dos frutos, já no caso da
mistura este resultado pode ser entendido à luz de diversos fatores que influenciam esta
atividade, tais como, o estado e desenvolvimento da planta, diferenciação de tecidos e células,
bem como condições de stress, e cultivares (Lange et al., 1995).
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