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em concurso público, no cargo de Técnico em Assuntos Educacionais, na Universidade
Federal do Oeste do Pará – UFOPA. O trabalho de campo foi, no geral, muito proveitoso no
sentido de coletar dados para a pesquisa, pois centenas de cópias de muitos documentos que
tem relação com a parceria em análise, com a legislação educacional, com o controle social,
com o direito dos trabalhadores arrolados no bojo da parceria, etc., além do instrumento
jurídico que celebra a parceria e os contratos firmados com a empresa terceirizada que faz o
monitoramento da rede educacional de Santarém.
Desde o início de nossa pesquisa, sempre tivemos a preocupação em realizar a análise
dos dados, a partir de um referencial que levasse em consideração o método dialético que é
capaz de desvendar a essência por meio da compreensão da totalidade, como vemos em Marx
(2006, p. 24):
A investigação tem de apoderar-se da matéria, em seus pormenores, de analisar suas
diferentes formas de desenvolvimento e de perquirir a conexão íntima que há entre
elas. Só depois de concluído esse trabalho é que se pode descrever, adequadamente,
o movimento real.
No caso de nossa pesquisa, falar em totalidade significa considerar a sociedade
capitalista e os movimentos históricos que estabeleceram as relações provenientes dela
(MARX, 2007, p. 96) que habilitaram o surgimento e o fortalecimento do Estado burguês.
Este organiza e regula o sistema educacional a partir dos parâmetros e dentro dos limites do
capital (MÉSZÁROS, 2008).
Em Marx (COLILINS, 2008, p. 108) vemos que o Estado não é uma ideia, mas uma
estrutura complexa, produto de um processo histórico determinado e que é preciso reconduzir
aos seus determinantes:
Marx não duvida da continuidade profunda entre a natureza e o homem. Está
firmemente convencido de que os processos mentais não são diferentes dos
processos cerebrais, mas a problemática em que seu trabalho se insere não é a do
primado da matéria sobre o espírito, mas a do primado do indivíduo vivo sobre as
representações do seu próprio espírito, embora na vida concreta dos indivíduos essas
representações o dominem e pareçam determiná-los (COLILINS, 2008, p. 109).