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ESTUDOS ACADÊMICOS EM Administração, Contábeis, Economia e Relações Internacionais 260 Nascido em 15 de janeiro de 1929 em uma família de classe média da Geórgia, Estados Unidos, King era filho de um pastor ativo na questão dos direitos civis. Primeiramente quis seguir carreira no Direito, buscando uma base intelectual a fim de compreender a filosofia social. Porém, acabou sendo atraído para a vida religiosa. Aluno destacado no seminário na Pensilvânia, descobriu a doutrina de não violência de Gandhi, o Satyagraha, que acabaria sendo sua guia por toda a vida. King dizia que de sua formação ele obteve seus ideais cristãos e, com Gandhi, aprendeu sua técnica operacional. Em seguida, Luther King partiu para a Universidade de Boston, onde desenvolveria seu doutorado. Em 1954, foi nomeado pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter, em Montgomery, no Alabama. Lá, iniciou-se sua carreira como líder em prol dos direitos civis. (THE NOBEL FOUNDATION, 1964). Em 1º de dezembro de 1955, a costureira Rosa Parks recusou-se a ceder seu assento (na seção reservada aos negros) a um homem branco em um ônibus municipal de Montgomery conforme determinavam as leis segregacionistas do estado. Informada pelo motorista que acabaria presa caso não repensasse sua decisão, a mulher de 42 anos preferiu ser levada para a cadeia – e, posteriormente, a julgamento. (VEJA, 1968). Sua condenação pelo júri levou à formação imediata da Montgomery Improvement Association (MIA), visando, entre outras coisas, o questionamento legal da constitucionalidade da lei de segregação no transporte público. A presidência da entidade foi entregue a Martin Luther King Jr. O líder viu a missão como uma oportunidade de melhorar as relações entre as raças e, da mesma forma, a situação de Montgomery. Seu compromisso com a não violência, neste caso, se deu através do incentivo ao boicote aos ônibus municipais. O protesto acabaria se tornando outro traço que marcaria suas manifestações. Em 5 de junho de 1956, uma corte federal enfim determinou que a segregação nos ônibus era inconstitucional, decisão ratificada em 13 de novembro pela Suprema Corte. No total, foram 381 dias de boicote, com o apoio de mais de 42 mil negros. (VEJA, 1968). O pastor fundou a Conferência Sulista de Liderança Cristã (SCLC, na sigla em inglês), e passou a ser citado como referência na busca pela igualdade racial. O fracasso em tentar não segregar as instalações públicas de Albany, na Geórgia, em 1961 – ocasião em que acabou preso –, foi compensado com a marcha de 1963 por Birmingham. Em uma das regiões mais segregacionistas do país, o líder comandou um protesto não violento que acabou sufocado com selvageria pelas forças locais do então comissário de segurança pública Theophilus “O Touro” Connor, que prenderam 3.300 negros, incluindo King. (VEJA, 1968). A ação foi mostrada em todo o planeta e atraiu uma legião de adeptos à causa dos direitos civis. O ano de 1963 ainda guardou outro momento apoteótico para King: a Marcha pelo Trabalho e pela Liberdade, em Washington, que reuniu mais de 250 mil adeptos em frente ao Memorial Lincoln – ocasião na qual o líder proferiu seu mais famoso discurso, “Eu Tenho Um Sonho”. No ano seguinte, foi aprovado o Ato dos Direitos Civis, enviado pelo presidente John Kennedy ao Congresso ainda em 1963, banindo a segregação e discriminação racial em escolas e locais públicos. Seu trabalho foi reconhecido em 1964 com o Prêmio Nobel da Paz – aos 35 anos. King tornou-se o mais jovem detentor da honraria (VEJA, 1968).