Download geral - Jornal HoraH
Transcript
RURAL Ijuí, sexta-feira, 29 de junho de 2012 11 FOMENTO Quase 1 milhão de hectares deverão receber a cultura em solo gaúcho RS será o maior produtor de trigo no país neste ano Cleon frota Preços divulgados dia 28/06/2012 Soja .............................................R$ 58,50 Trigo.........................................................S/C Milho.................................................R$ 22,50 Suíno kg (vivo) ............................... R$1,90 Setor de frangos registrou aumento no abate no 1º trimestre Investir na s la vouras de trigo se rá a grande aposta dos agricultores gaúchos Com a chegada da chuva os produtores da região Norte do Estado já podem iniciar a semeadura do trigo, como preconiza o calendário, que vai de junho até o dia 20 de julho. Contudo, o chefe geral da Embrapa Trigo, Sérgio Roberto Dotto, salienta que para a região Noroeste o período da semeadura iniciou em maio. Já quanto à área a ser plantada no RS a expectativa é de um aumento de 6% a 7%, passando dos 930 mil hectares do ano passado para 980 mil hectares nesta safra. Dotto justifica este aumento pelo grande sucesso que o cereal teve em 2011, com boa produtividade e qualidade. “Além disso, os produtores estão tentando recuperar os prejuízos que tiveram com o milho e a soja, causados pela estiagem no verão. E ainda, o Paraná que era o maior produtor de trigo do país redu- ziu mais de 20% a área plantada, pois naquele estado é possível cultivar o milho safrinha, pois não há ocorrência de geada, sendo mais vantajoso que o trigo”, assegura Dotto. Desta forma, as perspectivas para a produtividade são as melhores, como ele comenta, pois os produtores estão fazendo uso de boa tecnologia, apesar do preço do adubo ter aumentando mais de 20%, mas estão plantando na época certa e usando variedades muito produtivas. “A produtividade do Estado no ano passado foi recorde, com 2,9 mil quilos, com uma média de 50 sacas por hectare”, observa, constatando que uma boa adubação é muito importante, não apenas para o rendimento, mas para a obtenção de boa qualidade para a indústria. Além disso, a cotação do dó- lar tem auxiliado bastante, pois com a moeda a um patamar de aproximadamente R$ 2,00 acaba dificultando as importações e, consequentemente, favorece o trigo nacional. “Com um câmbio mais baixo, os compradores acabam adquirindo da Argentina e Uruguai que vendem a preços mais acessíveis devido ao baixo custo de produção e a isenção de impostos pelo Mercosul, além do cereal estrangeiro possuir mais qualidade”, observa. Mas com a perspectiva de preços internacionais mais onerosos faz com que os olhos se voltem para o mercado interno. O analista aposta em uma melhora na comercialização do produto, comparando ao ano passado, o que não significa que já está no ideal, pois a grande questão é que o trigo brasileiro enfrenta esta forte concorrência com o trigo da Argentina e do Uruguai. Plano Safra 2012/2013 terá R$ 115,2 bilhões em crédito O governo disponibilizará na safra 2012/2013, com início em julho, R$ 115,2 bilhões em crédito à agricultura empresarial. O valor é 7,7% maior do que o desti nado ao setor n o ci cl o 2011/2012, R$ 107,2 bilhões. O Plano Agrícola e Pecuário 2012/ 2013 foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff na quinta, dia 28, no Palácio do Planalto. Nesta terça, dia 26, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, reuniram- se com a presidente para fechar os últimos detalhes do plano. A taxa de juros de referência das operações deve ser reduzi da de 6,75% para 5,5% ao ano. Al ém de ampl iar os recursos desti nados aos m édi os produtor es e às cooperativas, uma tendência da última safra, o plano da agri cultur a e mpre sar ial deve focar tam bé m em in ce nti vos à pr odução or gânica. Técnicos envolv idos nas negociações adiantaram ai nda que trabalham para ampli- ar o seguro agrícola. “Teremos um seguro agrícola mais amplo. Ser á o melhor plano safra da história”, prometeu o ministr o Mendes Ribeiro. O Plano Safra da Agricultura Familiar será lançado no dia 4 de julho. O montante de R$ 18 bilhões em crédito para os pequenos produtores, aumento de 12,5% em relação ao ciclo anterior, foi anunciado no fim de maio, durante o Grito da Terra, que reuniu diversas entidades representantes do setor. Haverá também anúncio de redução de juros. O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou na quarta, dia 27, balanço dos abates no setor de carnes do país no primeiro tr imestre. Houve queda de 2% e de 2,8% para bovinos e suínos, respectivamente, em relação ao período anterior. Os abates de frangos cresceram 3,2%. AVES No pr i m ei r o tr i m e str e , houve abate de 1,363 bilhão de cab eç as, co m aum en to de 4,3% sobr e o m esm o período de 2011. O abate tr imestral de fr ang os do s úl tim os ci nc o an os tem si do crescente, n o compar ativo dos mesmos tri mestres de cada an o. De janeir o a mar ço de 2012, Paran á, Santa Catarin a e Ri o G r ande do S ul som ar am 58,8% do abate total , sendo também os tr ês principais Estados no ranking naci onal. Os mai or es aumentos absolutos em r elação ao mesmo período de 2011 foram obtidos do Paraná, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que produziram, a mais, respectivamente, 29,2; 10,5; 10,1 e 9,5 milhões de carcaças de frangos. O pe so acum ul ado das carcaças (2,949 m il h ões de ton eladas) foi 3,2 e 6,2% mais al to que no tri mestr e ime dia- tamente an ter ior e no primei ro trim estr e de 2011, respectivame nte. Partici param da pesq uisa 416 i n for man tes . Roraim a, Amapá, Maranhão e Ri o Gran de do Norte são os ún icos Estados que não possuem r eg istr o do abate de fr an gos sob algum tipo de in speção san itár ia. BOVINOS Nos pri meiros trê s meses do ano, foram abatidas 7,219 mil hões de cabeças de bovi nos. Em rel ação ao mesmo perí odo de 2011, o aumento foi de 1,6%. Participar am da pesquisa 1.365 i nform an te s do abate de bovinos, distribuídos por todos os Estados. SUÍNOS De janei ro a mar ço, 8,744 mil hões de cabeças de suínos foram abatidas, com cre sci men to de 6,9% em r elação ao mesmo i nterval o do ano passado. Se gundo o IBGE, a sé rie do abate tri mestral de suí nos dos úl timos ci nco an os mostra evolução crescen te n o comparativo anual dos m esmos tr im estres. Obser va-se ai nda que o abate de suí nos no prim eir o tr ime stre é tipi camente o menor do ano, sendo também i nferior aos ocor ridos nos dois trimestr es i medi atamen te anteri or es.