Download - Prodemge - Governo de Minas Gerais
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Exemplo dessa aceitação é a adesão de representantes das prefeituras municipais de todo o País para acesso às informações do Simples, com uso de certificados digitais. Segundo o coordenador, a adesão foi mais fácil do que o esperado. “Eles precisam das informações, não foi difícil; mais de 5.600 municípios já usam a certificação digital”. Na Receita Federal, todos os funcionários utilizam, hoje, certificados digitais para controle de acesso a sistemas, totalizando 37 mil pessoas, no Brasil. Donizette considera a tecnologia um marco no processo de segurança da informação no órgão. Antes, os acessos eram controlados da forma tradicional, com usuário e senha e já há pesquisas para avanços no uso de ferramentas mais sofisticadas de segurança, como por exemplo, a biometria. Segundo ele, nos relacionamentos externos com os contribuintes, a certificação digital tem atendido de forma satisfatória. Para suportar o volume de informações de forma segura, a área de TI adota um conjunto de ferramentas bastante avançadas de segurança, de transmissão e de recepção. “É algo sempre em evolução. O Receitanet, por exemplo, tem sempre novas versões”. Donizette afirma que essas proteções garantem, de fato, a integridade das informações: “a proteção e as garantias são muito grandes. Não temos ocorrências dignas de nota”. Outro investimento importante é para a disponibilidade dos serviços, especialmente em infra-estrutura nos períodos de pico: “nossa estrutura é bastante escalável, nossos servidores priorizam aplicações para não haver impacto. Há esquema de dedicação quase exclusiva na época de pico. Nunca houve problema de congestionamento; pode haver problemas fora da Receita”, garante. O coordenador adverte para a necessidade de obter equilíbrio entre os custos e os benefícios dessas inovações: “segurança da informação é algo em que se tem que pesar, também, o custo, buscando, naturalmente, o nível máximo de segurança, disponibilidade e facilidade de uso”. Estrutura O gerenciamento das ações de segurança da Receita está centralizado em Brasília, onde atua a coordenação de TI, com uma divisão de segurança da informação. Essa área é responsável pela normatização e disseminação das informações. Nas regionais, em todo o País, também existem divisões de TI. Cada unidade conta com estrutura própria, para supervisão geral da legislação e implantação. Com quase dez anos de experiência com o tratamento e tráfego de informações sigilosas, Donizette aponta o elemento humano como um dos fatores mais importantes do processo: ele considera a cultura organizacional para segurança, na Receita, bastante sólida hoje. “Houve um trabalho intenso ao longo dos anos com foco na conscientização dos colaboradores com relação aos cuidados com segurança”, explica. Os funcionários foram exaustivamente informados sobre o conceito e os riscos da engenharia social, por meio de campanhas de conscientização e disseminação e a publicação do Manual Institucional de Segurança, que contempla todos os aspectos relacionados ao tema, como software, engenharia social, controles de acesso. A Receita mantém ainda campanha permanente da intranet. “Hoje, o nível de consciência para TI é bastante alto, todos têm uma preocupação muito grande com a segurança. É um trabalho que não acaba nunca, não se pode dar trégua: são cartazes, alertas, palestras, filmes – é um trabalho permanente”. Donizette ressalta que “o mais importante é o trabalho com as pessoas, as normas por si só não fazem nada acontecer. Depende das pessoas, de um trabalho de divulgação, de conscientização”. A entidade mantém, ainda, iniciativas relacionadas com a pesquisa em tecnologias existentes no mercado, por meio de uma divisão de prospecção, que procura novidades na área de software; “estamos sempre pesquisando, procurando novas idéias que possamos adotar, para melhorar cada vez mais. É um trabalho constante”. F onte Fonte Julho/Dezembro de 2007 43