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da magnitude do processo do saber: o de suporte didático. Por melhor que seja o
livro didático, ele não substitui a ação do professor.
Dessa forma, encontramos em SILVA (2009, p.113):
(...) a importância do livro didático não está apenas no papel
que ele exerce no processo ensino-aprendizagem, mas,
também, pela função política e ideológica que cumpre como
ferramenta do sistema educacional, o qual, como diria
Bourdieu, tem, além de suas funções específicas, as de operar
como um aparelho ideológico do estado, no caso o Estado
brasileiro, tendo em vista a atuação deste em relação ao livro
didático. SILVA (2009, p.113)
Em se tratando de uma clientela carente, sem preparo e inexperiente, não
podemos esperar que saibam e tenham consciência da natureza do livro didático ao
estudá-lo. Até mesmo porque são crianças do 1º ano do Ensino Fundamental, não
tem experiência para determinarem o que há de melhor para os mesmos, por isso
precisam que seus docentes tenham a consciência de observar, analisar e fazer as
correções necessárias no livro didático com o intuito de promover uma educação de
qualidade e uma base forte que de sustentação para os conhecimentos que virão
nos anos posteriores.
Assim, no momento da escolha do livro, o professor observa se o mesmo
contempla as propostas apontadas pelo PCN e se está de acordo com sua realidade
escolar, já que durante certo período de tempo apenas duas pessoas o terão como
instrumento de apoio: o professor e o aluno. No entanto, com uma grande diferença,
o professor escolheu o livro didático de acordo com sua metodologia e necessidades
que julga como primordial aos seus alunos e ao aluno é dado o direito de usá-lo sem
escolha. LUQUETTI & CRISÓSTOMO (2010)
Nesse sentido, não pode o professor ter os fatos expostos no livro didático
como verdades universais e metodologias infalíveis, pois refletem o olhar do autor no
ano em que o livro foi publicado.
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