Download jan-jun/06 - Dialogarts
Transcript
informantes. Não podíamos selecionar textos longos por dois motivos, igualmente importantes: o tempo disponível para o experimento e a possibilidade de adesão dos estudantes à tarefa, normalmente avessos a textos longos. No que se refere à legibilidade, nossa decisão passou pelo tema, pela adequação do vocabulário, das construções sintáticas. Com relação ao tema, duas preocupações estiveram presentes: não selecionar nada que pudesse se aproximar de uma provocação ou agressão a valores sociais, políticos ou religiosos vigentes, nem temas que, de alguma forma, pudessem estar, em demasiado, distantes do universo dos estudantes, levando em conta sua faixa etária e provável nível sócio-econômico e cultural. Textos e atividades foram submetidos, previamente, à apreciação dos professores responsáveis pelas classes, o que, de certa forma, referendou a seleção dos textos, segundo padrões aceitáveis pelas escolas. Na primeira atividade, foi entregue a cada estudante um texto diferente para ler e informar, por escrito, o que havia compreendido da leitura. Sabíamos que estávamos juntando duas dificuldades: ler e escrever. No entanto, em face do número de informantes, nos parecia a melhor forma de conhecer o resultado de leituras individuais. Para a segunda atividade, selecionamos um texto, também curto e simples na sua organização, com tom jocoso e o submetemos à técnica dos Torpedos Pedagógicos, desenvolvida pela Professora Lílian Passarelli e já experimentada com sucesso em cursos de Educação Continuada. Consiste a técnica em “transformar” todo o texto em um conjunto de perguntas que, uma vez respondidas, demonstram a compreensão do mesmo. As perguntas, devidamente numeradas segundo a seqüência textual, são embaralhadas e feitas de forma aleatória, para os participantes, o que leva a classe a fazer freqüentes retomadas de partes e mesmo do todo. Caderno Seminal Digital, Ano 12, Nº 5, V 5 (Jan/Jun 2006) – ISSN 1806-9142 14