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Olinda Maria Noronha exigir a necessidade de generalização dos códigos formais de escrita. Este movimento desencadeou o fenômeno da universalização da escola “básica para todos”. Porém, ao ter que absorver em seus propósitos, a formação do trabalhador e a preparação para o trabalho, ou seja, ao ter que se transformar também em “escola do trabalho”, a escola termina por incorporar em seus processos de formação (mas nem sempre resolver) as contradições inerentes à lógica da atividade produtiva da sociabilidade capitalista. O conflito que tem acompanhado o processo de constituição da escola moderna ainda não se resolveu até hoje, principalmente aqueles relacionados ao tipo de formação que deve ser proporcionado: humanidades clássicas ou ensino cientifico? Formar um grupo para ser encaminhado para as faculdades e outro voltado para o mercado? Como romper com os dualismos, com a polivalência? Como pensar uma educação unitária e não única e ao mesmo tempo diferenciadora, quando hoje a proposta escolar se tornou tão fluida e fragmentada? Ou seja, se os intelectuais e aqueles que se dedicam a fazer a política educacional não conseguiram chegar a uma conclusão a respeito do tipo de formação a ser proporcionado aos jovens, o próprio capitalismo se encarrega de fazer a sua proposta em resposta às demandas das grandes transformações históricas em curso, tendo como fator central o trabalho como produtor de mercadorias que tem como motor a produção de valor excedente, de lucro. A escola, neste sentido, está a serviço do capital na medida em que propõe uma formação genérica, básica e para todos, deixando de representar um mecanismo de mobilidade social e de construção da identidade profissional dos trabalhadores. A ação de restringir o trabalho vivo a valor de troca é manifestada na precarização das relações de trabalho, no desemprego e na noção ideológica de empregabilidade, bem como, em uma formação genérica que atenda à fluidez do trabalho – conhecido de forma geral como “prestadores de serviço” já que o trabalho foi reduzido à sua forma mercantil-monetária –, “mediante a utilização mais completa possível das três diferentes formas em que o mesmo se efetiva: subjetiva, ativa e individual”. (PEÑA CASTRO, 2007) 69