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3.1.2. Aspectos Físicos e Fisiológicos Existem diferenças entre o recém-nascido prematuro e o recém-nascido a termo no que se refere a características anátomo-fisiológicas. O SNC no recém-nascido pré-termo se encontra em uma fase de desenvolvimento diferente daquele do recém-nascido a termo, estando em processo de maturação (aparecimento de sulcos e giros do encéfalo, migração celular, mielinização, arborização dendrítica e das terminações axonais) sob condições não fisiológicas e frequentemente adversas, levando a uma mudança no padrão de comportamento neurológico do prematuro9. Ao tocar a pele do recém-nascido, observa-se que possui característica de quente, úmida e aveludada(lanugem), e quando comparada com a pele do RN a termo, a pele do RNPT é ainda mais fina com uma estrutura sensível, caracterizada pele presença de estrato córneo (camada cutânea mais externa da pele do RN) delgado e hipodesenvolvido, porém hidratado por uma substância denominada vérnix, que se encontra sobre a superfície cutânea ao nascimento. É através da pele que os RNs percebem e conhecem o mundo7,8. O recém-nascido pré-termo tem uma cabeça relativamente grande se compararmos ao recém-nascido a termo. O pescoço e os membros são curtos em relação ao tronco. Os olhos são proeminentes e a língua protusa9. O fato de o tórax ser pequeno em relação ao abdômen. E os ossos e músculos da caixa torácica ser debilitados aumentam a sensibilidade a infecções e viroses respiratórias, consequência também da imaturidade dos pulmões o que os leva a adoecer mais facilmente10. A tonicidade muscular do recém-nascido prematuro é reduzida o que o faz adotar uma postura proporcionalmente largada, mas se observa uma tendência a normalizar de acordo com o avanço da idade cronológica e estímulos precoce11. 3.1.3. A importância do atendimento no pós-parto Alguns fatores podem gerar riscos para a criança no pós-natal, a sua incidência dependerá de influências sociais, econômicas e ambientais. Quanto maior o efeito acumulativo de fatores de risco, maior a probabilidade da criança se desenvolver de maneira mais lenta, quando comparada a outras da mesma faixa etária11. A intervenção fisioterapêutica precoce no pós- parto pode ser realizada através de um conjunto de ações tendentes a proporcionar à criança as experiências sensório-motoras de que esta necessita desde o seu nascimento, para desenvolver, ao máximo, seu potencial neuropsicomotor. Isso se alcança através da presença de pessoas e objetos, em quantidade e oportunidades adequadas e em um contexto de situações de variada complexidade, que geram na criança certo interesse e atividades, condições necessárias para lograr uma reação dinâmica com seu meio ambiente e uma aprendizagem efetiva11. A respiração do prematuro é do tipo abdominal e pos- sui um ritmo periódico, o que causa uma sucessão de inspirações e expirações de amplitude progressivamente crescente e depois decrescente, pausando por alguns segundos, o que exige um maior cuidado para ocorrência de apnéia. Quanto mais imaturo é o recém-nascido, maior é a imaturidade do sistema nervoso central, com poucas sinapses e poucas ramificações dendríticas resultando na diminuição do trato aferente da formação reticular, causando a redução e flutuação da potência do centro respiratório12. Quando mais prematura a criança, menor a capacidade de regulação térmica e maior a possibilidade de hipotermia, sendo necessário seu aquecimento desde a sala do parto. A fototerapia profilática deve ser utilizada, devido à icterícia quase sempre presente em prematuros devido a sua dificuldade em secretar a bilirrubina e pode ter um efeito sobre a taxa de câmbio transfusão e o risco de deficiência do desenvolvimento neurológico. No entanto, estudos adicionais são necessários bem projetados para determinar a eficácia e segurança de fototerapia profilática em termos de resultados em longo prazo, incluindo os resultados do desenvolvimento neurológico13. A alimentação e a hidratação devem suprir a necessidade de cada recém-nascido bem como deve ocorrer a prevenção de infecções, visto que os mesmos são mais susceptíveis. O atendimento deve proporcionar a aproximação entre pais e filhos, ou seja, deve ser humanizado. O recém-nascido prematuro deve ser manuseado sempre no mesmo horário para que o mesmo não seja acordado, e nem tocado a todo instante. É de grande importância a participação de uma equipe multidisciplinar, no atendimento desse recém-nascido prematuro, como por exemplo, de um fisioterapeuta, para que o mesmo possa desenvolver nessa criança um crescimento e desenvolvimento semelhantes ao que o mesmo teria se estivesse na vida intrauterina e dessa forma num período de seis a oito meses ele tenha recuperado o atraso em relação ao recém-nascido a termo. Porém é importante ressaltar que a assistência fisioterapêutica a uma criança prematura não se resume à aplicação de manobras de higiene brônquica, visto que é dever do profissional atualizado avaliar, acompanhar e tratar o prematuro do ponto de vista motor, identificando precocemente qualquer evidência ou risco para atraso no desenvolvimento neuropsicomotor14. 3.2. Idade corrigida x Idade cronológica Como já citado anteriormente, uma criança normal nasce por volta da 40° semana gestacional, o que não acontece com crianças prematuras. Sendo assim, não podemos esperar que a mesma atue como as que nascem na época considerada correta, o seu desenvolvimento físico, intelectual e a capacidade de se comunicar podem sofrer atrasos durante o período em que ocorrem as principais Anais do IV Congresso Científico da UnP - Mossoró/2013 | 611
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