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Börje Svärd e Waldemar Ekenberg estão sentados na cozinha da casa do
primeiro,eambossentemcomoascadeiraspretasMyranirritamabunda.
Saboreiam um copo de uísque puro. Seus estômagos se dilatam com a
entradadeumestrogonofedesalsichas,comarroz,queBörjepreparou.
Depoisdeteremtrabalhadoodiainteiro,investigandonovasdenúncias,
semqualquerresultado,elesacharamqueestavanahoradeparar.
Ficaram o tempo todo no grande salão da polícia, cansados e suados,
olhandoumparaooutro.Pensavamnoscaminhosqueainvestigaçãoiria
tomarseMalinnãoencontrassenadadenovoemEstocolmo.
Börjeachouquenãoestavacomdisposiçãoparacomersozinho,queria
aindatomarumadosedebebida,masnãosolitário.
Queméqueestavaaliàsuadisposição?
Waldemar.EfoiBörjequelançouaperguntanosalão.
—Oquevocêdizdebebermosumaboadoseejantarmosláemcasa?Só
pararelaxarumpouco.
Waldemarabriuumlargosorriso.
—Claro.Aminhavelhairámebuscarquandoterminarmos.
Cozinharam juntos. Falaram sobre tudo, menos de trabalho. Beberam
uísque, para acompanhar o estrogonofe, e também cerveja. Permitindo-se
ficarbêbados.Falaramsobrecachorros,carros,armasecasasdecampo,as
stugas, para usar durante o verão. Falaram ainda de crianças e da falta
delas. Sobre tristeza e sobre o direito que cada um tem de dispor da sua
própriaeúnicavida.
Saemdepoisparaficarjuntodoscachorrosnojardim.
E é lá que estão agora, acariciando os animais naquela noite amena da
primavera, sentindo o odor dos pelos dos cachorros, molhados pelo
orvalho,ediscutindoaspromessasdeumaamizadequedevesermantida.