Download pdf - Feagri
Transcript
2º Simpósio Brasileiro sobre a Cultura da Figueira 2010 juntos 42,5 %. Isso implica que a planta investiu mais de 90% de todo o carbono assimilado na formação dos ramos primários, secundários e terciários. Em contrapartida, a massa vegetativa representou apenas 3,21% e 2,67% de toda massa seca e carbono assimilado pela planta, sendo as folhas os órgãos vegetativos onde ocorreu a maior demanda de carbono. As folhas da figueira, pelos dados de massa seca apresentados, convertem uma elevada quantidade de CO2 atmosférico em lenho (esqueleto de carbono), visto que é a porta de entrada do substrato das enzimas que atuam na fotossíntese. Tabela 1. Distribuição natural de massa seca e carbono total em figueiras ‘Roxo de Valinhos’. FCA/UNESP, Botucatu-SP, 2008. Porcentagem de Massa seca (g) Carbono total (g) distribuição (%) Partição Massa Carbono Média* Desvio Média* Desvio ** seca total Gema apical 0,14 e 0,045 0,056 d 0,02 0,02 0,02 Folhas novas 2,08 e 0,15 0,83 d 0,09 0,29 0,23 Folhas adultas 17,63 d 0,28 7,39 c 0,12 2,49 2,08 Frutos 1,30 e 0,2035 0,55 d 0,09 0,18 0,16 Brotações 1,65 e 1,0705 0,65 d 0,40 0,23 0,18 Ramos 50,94 cd 5,18 25,44 bc 2,39 7,19 7,16 Resíduos de poda 41,84 cd 20,85 24,57 bc 2,09 5,91 6,91 Caule 208,45 b 100,59 98,05 ab 46,81 29,44 27,58 Raízes primárias 270,51 a 93,00 128,11 a 58,74 38,21 36,04 Raízes secundárias 94,73 c 40,71 42,83 b 18,11 13,38 12,05 Raízes terciárias 17,23 d 6,78 26,27 bc 2,04 2,43 7,39 Radicelas 1,48 e 0,82 0,73 d 0,40 0,21 0,20 Total 707,97 355,47 100 100 *Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade. **Média de 12 plantas, com 4 ramos cada. A relação existente entre a massa seca de qualquer partição da figueira com o carbono total foi altamente significativa, visto que em média a cada 100 g de massa seca, são esperadas 46,8 g de carbono total da planta como um todo. Analisando cada partição em particular, não foram encontradas relações diferentes da apresentada na Figura 1. 117