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a fase de mudanças paradigmáticas experimentadas pela profissão de enfermagem no país,
foram também aspectos ardilosos a serem considerados. Desta perspectiva maior, passou-se
para um plano de análise mais recortado, onde considerações e reconsiderações singelas e
sensíveis a detalhes tiveram que ser tomadas, para (re)montar parte da trajetória de um grupo
a priori esquecido naquele contexto, um grupo que quase não se fez ver no pós-guerra, e que
não teria lugar expressivo décadas depois, nem nos preocupados e meritórios estudos
acadêmicos sobre a história e memória da FEB, conforme pode ser notado no trecho a seguir,
que foi extraído de uma tese de doutorado em História:
Embora esta tese, desde seu título, evoque os membros egressos da
FEB, por ex-combatentes entendo todos os que participaram da Campanha
da Itália, como membros da Força Expedicionária Brasileira, do 1º Grupo de
Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira e do Corpo de Enfermeiras.
Quantitativamente, o número de membros destes dois últimos grupos é
bastante reduzido, em relação aos da FEB; historicamente, participaram da
mesma guerra, no mesmo Teatro de Operações, e compartilham memórias
de guerra comuns; por fim, pertencem às mesmas associações, participam
das mesmas cerimônias e não se distinguem uns dos outros pelas unidades
das quais fizeram parte. Todos estavam na mesma guerra. Se esta tese
privilegiou os expedicionários da FEB, foi por sua proporção numérica
durante e depois do conflito, e não pela avaliação da importância ou não de
cada grupo dentro da guerra que travaram na Itália (FERRAZ, 2003, p.10).
Alvo de constantes reflexões foi a viabilidade desta investigação, uma vez que o acesso
e a descoberta das fontes de pesquisa, que fossem efetivamente adequadas e servíveis para
assegurar a construção deste estudo, deu-se de forma gradual e muito trabalhosa. Diversos
arquivos, centros de documentação, bibliotecas e acervos institucionais e pessoais foram
consultados. Ao término das primeiras buscas, a constatação da existência de poucos registros
publicados sobre as enfermeiras febianas serviu para motivar ainda mais a pesquisa, e a
defender a idéia de que tal escassez vem demonstrar mesmo o seu esquecimento (OLIVEIRA,
2007). Outra constatação é a de que não pude utilizar-me de registros de sua prática laboral no
cotidiano das unidades militares onde foram incorporadas, após terem sido reincluídas no
Serviço Ativo, pois, ao que parece, pouco era registrado da prática de enfermagem no recorte