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mesmos em círculo, um chapéu que tinha um espelho na parte interna,
que refletia a própria face e outro com a foto de um hanseniano e, a partir
daí, respondiam perguntas em comum sobre cada pessoa que viam ali.
Na segunda, foram utilizadas placas que eram coladas nas costas de cada
participante, após todos caminharem pela sala se cumprimentando. Nestas
placas, continham frases ou fotos relacionadas à doença e a vulnerabilidade
emocional que o portador passa a ter. Neste momento, foi pedido que
eles caminhassem e se comportassem como a sociedade age diante de um
portador de hanseníase.
Resultados – As dinâmicas utilizadas no desenvolver do círculo de
cultura foram muito bem sucedidas. Os adolescentes, até por natureza dessa
fase, conseguiram atingir os objetivos com muita facilidade e veracidade.
O que ficou claro quando houve a culminância do círculo. De início, a
partir do debate, pôde-se dar um conceito amplo sobre saúde-doença,
onde ter saúde é o equilíbrio entre bem estar físico, psicológico e social. Foi
debatido sobre o conceito de saúde-doença, dando ênfase nos portadores
de hanseníase, foi discutido a partir daí, o conceito sobre preconceito e
foi evidenciado o predomínio dessa postura pela sociedade, calcada
na ignorância e no desconhecimento. Como conclusão do estudo foi
evidenciada a necessidade de quebrar essa barreira, que separa as pessoas
por meio de julgamentos ou condições que corroboram com o processo de
exclusão social. Durante a abordagem do tema, houve uma grande atenção
e sensibilidade dos adolescentes, que ao final das discussões geradas pela
vivência das dinâmicas, foi evidenciado que além dos problemas físicos
decorrentes da patologia, as pessoas com hanseníase ficam emocionalmente
abaladas, concorrendo para a baixa autoestima e a dificuldade na adesão
a terapêutica medicamentosa que é prolongada. Na última dinâmica, os
adolescentes perceberam que pessoas com hanseníase precisam do apoio
para continuar o tratamento. Ficou evidente o aprendizado dos jovens,
que explanaram com desenvoltura e reflexão crítica, sempre enfatizando
que o preconceito é errado, o incentivo do tratamento é importante e que,
um portador da doença pode levar uma vida normal, desde que esteja em
tratamento. A empolgação do grupo para se tornarem multiplicadores
em saúde sobre hanseníase ficou evidente. Foi notória a aprendizagem
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