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PORTUGAL PORTUGAL I Conferência “Sim, nós fodemos” dá que falar Como não poderia deixar de ser a Sexualidade e Deficiência foi o tema da I Conferência “Sim, nós fodemos”. O grupo informal com o mesmo nome escolheu o dia dos namorados, dia 14 de fevereiro, para realizar esta iniciativa que reuniu um leque de especialistas convidados a desmistificar a sexualidade das pessoas com deficiência O Maus Hábitos, no Porto foi o palco desta conferência que se estreou no Norte do país, mas ecoou por Portugal inteiro. À imagem do que aconteceu aquando da criação do grupo “Sim, nós fodemos”, a realização desta iniciativa voltou a “levantar poeira” e segundo Rui Machado, um dos organizadores, incomodou muita gente. “A polémica bacoca e puritana do nome espantou-nos apesar de sabermos que vivemos num país muito conservador. Mas foi importantíssimo ter acontecido”,analisou. Rui Machado, ainda assim, admite que a página oficial do grupo informal e da iniciativa não foi alvo, apenas, de comentários mais conservadores e discriminatórios, mas também foi inundada por mensagens de apoio. Vai daí, que em termos de balanço – positivo – o ativista do “Sim, nós fodemos” considere que é preciso ter em conta “o antes, o durante e o depois”. “Ou seja, antes da conferência conseguimos colocar o tema em discussão através da promoção do evento na comunicação social. A conferência em si proporcionou informação importante, assim como debates, que com a generosidade e interesse dos presentes trocaram-se opiniões e partilharam-se testemunhos e vivências”, explica Rui Machado. “Este evento lançou pontes para o futuro existindo a possibilidade de fazermos parcerias interessantes que ainda estamos a estudar a sua pertinência”, acrescenta. A conferência contou com a presença de vários especialistas na temática da sexualidade na deficiência e nem a chuva impediu que a sala do Maus Hábitos ficasse “preenchida” para um “um debate tão participativo” que, frisa Rui Machado, foi organizado “sem um único euro”. A I Conferência “Sim, nós fodemos” foi só o princípio de uma discussão que Rui Machado pretende manter acesa: “ainda há muito que fazer e debater”, conclui. 8 9