Download Anexos

Transcript
No caso dos assentamentos rurais, a fotografia da beleza natural
do lugar poderá extrapolar os limites temporais da “viagem” e contribuirá
para divulgação, em outros círculos sociais dos estudantes visitantes,
como suas famílias, por exemplo, de que existem boas imagens sobre a
reforma agrária para serem divulgadas. Situação essa muito rara nos meios
de comunicação, que não cabe discutir neste momento.
Seguindo o roteiro dentro do assentamento, as pessoas puderam
optar por realizar a trilha pelo rio ou irem direto ao local do café da manhã,
dividindo o grupo em dois. A maioria seguiu pelo rio, acompanhada por
uma moradora local que foi relatando o que era observado pelo caminho,
enquanto o restante dirigiu-se para o café da manhã.
O café da manhã era composto por produtos frescos feitos pelas
mulheres e a organização da mesa deixava os visitantes bastante à vontade
e satisfeitos. Havia uma diversidade grande de bolos e pães caseiros, além
de queijos, geleias, doces, sucos, café, leite e biscoitos.
Coincidentemente, enquanto um dos grupos caminhava para
conhecer a beirada do rio, o grupo que havia optado pela trilha subia para o
café da manhã, o que propiciou a decisão de que o morador Dirceu Silva,
professor de geografia na rede pública de ensino e liderança local do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fizesse uma breve
exposição sobre a história do local para os visitantes ali mesmo no meio do
pasto, local que enriqueceu a palestra. Atendendo ao pedido das
63
mulheres, Dirceu falou por mais de meia hora sob os olhares atentos dos
participantes. Além das fotos, recebiam, neste momento, informações
sobre o outro lado da reforma agrária, agora sob a ótica dos próprios
sujeitos beneficiados pela mesma.
A próxima parada foi no lote de uma família produtora de café. O
objetivo era dar uma demonstração da produção local, além de esclarecer
aos visitantes todas as etapas do plantio de café, desde a colheita até a
transformação dos grãos em pó de café. Expostos em suas diferentes
fases, o café foi moído e servido na hora aos visitantes, além de moer cana
para servir garapa. Infelizmente, não era época de colheita da lavoura
cafeeira, caso contrário, os visitantes poderiam experimentar a atividade
agrícola e terem uma aproximação maior com a lida do campo.
63
A palestra do morador e representante do MST no local estava prevista para ocorrer na varanda do lote onde
era servido o café da manhã, compondo a parte que denominamos na área do turismo de turismo pedagógico.
132