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Nosso trabalho se concentra no ciclo inferior ilustrado na Figura 2, que realiza raciocínios
sobre as indicações feitas através da interface e sobre uma base de conhecimento, de
forma a estender a aplicação. Vale notar que esta arquitetura é ideal, servindo como
referência para o protótipo que desenvolvemos.
Bases de conhecimento
Utilizamos um modelo estático e um modelo dinâmico para representar o conhecimento
necessário aos mecanismos de cálculo de extensão. A distinção entre modelo estático e
modelo dinâmico pode ser encontrada sob diversas formas na literatura acadêmica. Em
Linguagens de Programação, Gelernter e Jagannathan apresentam space-maps e timemaps (Gelernter e Jagannathan, 1990). Em Engenharia de Software e IHC, temos modelo
de domínio e modelo de tarefas (Pressman, 1996; Preece et al., 1994). Em Lingüística:
gramática e pragmática (Lyons, 1981). Todos estes tentam tratar da questão das distinções
que emergem entre as coisas em abstrato e as coisas em situação. Além disto, fazemos
também a distinção entre expressão e conteúdo, inspirada em [Hjelmslev, 1963].
Aplicado ao ambiente computacional, um token expressivo é a realização, na interface, de
um token de conteúdo.
Assim, as bases de conhecimento previstas na arquitetura que supomos representam:
• modelo estático do domínio: a natureza classificatória dos elementos do domínio e
suas relações estáticas. Aqui estão representados não apenas os tipos de objetos do
domínio, mas também uma taxonomia dos atributos destes tipos. Por exemplo, em
nosso exemplo de aplicação para esta tese (Seção 4.1, “O Protótipo”), color e shape
são atributos do tipo appearance, ou seja, classification(appearance, [color,shape]). Além
dos atributos, representamos neste modelo a estrutura ou composição dos tipos,
através de relações do tipo part-of.
• modelo dinâmico do domínio: interações entre os elementos do domínio, no tempo e
para um determinado fim. São representados como uma seqüência de instruções, e
através de pré- e pós-condições. Estes elementos (instruções, pré e pós-condições)
também podem ser classificados, de forma a permitir a aplicação dos operadores de
extensão, como será visto mais adiante.
• modelo da aplicação: interações entre alguns elementos do domínio e do sistema,
necessários para a implementação da funcionalidade da aplicação e de sua interface.
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