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exemplo, podemos navegar pelas cadeias de relações part-of de mais de um elemento envolvido no enunciado, gerando enunciados diferentes. Em nosso protótipo, a aplicação faz alguns cálculos e sugere as opções que o designer original previu como prováveis, mas os usuários têm a possibilidade de pedir que os cálculos sejam realizados com menos restrições, e com escopo mais amplo. Assim, mantemos os usuários no controle de suas extensões, fazendo inferências apenas no sentido de orientá-los, sem no entanto restringir demasiadamente suas tarefas. Para isto, poderíamos definir o conceito de distância entre elementos como sendo o número de relações entre eles. Elementos adjacentes possuiriam distância 1, enquanto elementos entre os quais não houvesse um caminho de relações posssuiriam distância infinita. O usuário poderia então estabelecer a distância máxima a ser navegada pelos mecanismos de extensão, calibrando assim o escopo dos cálculos de metáforas e metonímias. Um cuidado que devemos ter ao permitir que usuários estendam uma aplicação é não permitir que eles alterem o funcionamento básico da aplicação ou sua interface original. Nossa abordagem impõe uma limitação às extensões possíveis: a aplicação deve vir com um conjunto de recursos que não podem ser revogados ou destruídos pelo usuário, ou seja, as extensões feitas sobre a aplicação possuem caráter monotônico. Esta restrição preserva o significado mínimo da aplicação, que representa a “intenção de design”. Isto é fundamental para manter a consistência do discurso da aplicação, e assim garantir algumas das pré-condições para manter uma comunicação eficiente entre usuário e designer, via aplicação. A restrição de monotonicidade também se aplica à interface. Um problema encontrado com freqüência em aplicações extensíveis é a desfiguração da interface após os usuários terem feito suas extensões. Não permitimos, por exemplo, que usuários alterem a operação que é ativada por um item de menu da interface original, como certas aplicações que permitem uma customização total da interface, como o Microsoft Word (Microsoft, 1994) (Figura 4). 39