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Efeitos Especiais
Hoje em dia, o recurso de chroma key é considerado
tão básico que qualquer produtora que se preze deve
ter alguma maneira de fazê-lo. Mas não se engane,
muitos acham que para produzir um com qualidade
para ser exibido nas telas grandes do cinema, basta
um pano de cor verde e um ator. O chroma key para
ser bem feito requer uma série de cuidados, que a
maioria dos pretensos produtores de vídeo esquecem.
Não entendam que um bom chroma key não está
ao alcance de meros mortais. O cerne da questão
é que existem cuidados mínimos para a execução
do mesmo, e se estes cuidados forem observado,
possibilitam o processo mesmo em um estúdio
caseiro.
Existem três parâmetros básicos comuns às ferramentas para
chroma key.
O primeiro é a escolha da cor para o recorte. Ela é pontual,
ou seja, é apenas um valor. Em termos digitais, será uma
combinação de três números. Em uma imagem de 24 bits, por
exemplo, em que cada canal tem 256 tons, escolhendo uma cor
para o recorte, teremos um número como, R=18, G=179 e B=18
ou H=80 (matiz), L=93 (luminância) e S=193 (saturação). Neste
caso, temos aí a escolha de uma tonalidade verde.
O segundo parâmetro é a abrangência do valor tonal. Como em
uma imagem, mesmo com um fundo perfeitamente iluminado,
nunca teremos exatamente o mesmíssimo valor de cor por todo
o fundo. É preciso ter uma abrangência desse valor, assim, os
valores tonais a serem totalmente excluídos da imagem serão
determinados pela escolha da cor, o ponto central de nosso
recorte e a abrangência dessa cor.
O terceiro parâmetro comum ao processo é a difusão do recorte.
A área de difusão nos valores tonais será a parte da imagem na
qual teremos a transição das áreas opacas, não recortadas, para as
áreas recortadas, totalmente transparentes.
Unidade 5
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