Download Volume 2 - PUC-SP

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Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio
ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Algumas
importantes mudanças ambientais têm sido observadas e foram ligadas ao
aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias citadas abaixo
(diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos
padrões climáticos) são exemplos das consequências do aquecimento global
que podem influenciar não somente as atividades humanas, mas também os
ecossistemas. Aumento da temperatura global permite que um ecossistema
mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus habitats
(possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições enquanto outras
podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas.
Enquanto o governo de São Paulo sanciona medidas que visam diminuir a
emissões de gases do efeito estufa em 30% até 2012, o Governo Federal amplia
a redução do IPI dos carros, o que leva a superação da média histórica de
vendas de veículos do mesmo período do ano passado. Como preservar o meio
ambiente e evitar os problemas causados no clima diante deste panorama?
O prefeito Gilberto Kassab publicou a Lei nº 530/08 no dia 5 de junho,
quando é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, que institui a política
municipal sobre as mudanças climáticas na cidade. A nova lei tem propostas que
fazem parte do Programa de Metas da Cidade de São Paulo, denominado
Agenda 2012. A Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo já apontava, em
2007, que o volume de emissões de CO2 relativos ao setor de transportes já era
superior ao das indústrias, com um crescimento médio de 13% ao ano.
De acordo com o estudo sobre mudanças climáticas na América Latina,
realizado pelo Banco Mundial, um dos fatores de aumento das emissões de CO2
em São Paulo é o crescimento exagerado da motorização individual das
pessoas. A lei sancionada pelo prefeito Kassab conta com uma meta de redução
progressiva do uso de combustíveis fósseis (diesel e gasolina) por parte da frota
de ônibus da cidade, a uma proporção de 10% ao ano, a começar em 2009, até
sua substituição total, em 2017. A utilização de combustíveis mais limpos por
parte da frota de ônibus vai reduzir as mortes e as doenças provocadas pelo
acúmulo de poluição, uma medida que fará um bem enorme para o planeta e
para os cofres públicos, em relação aos gastos com doenças relacionadas à
poluição.
O X da questão é que se as vendas de novos carros se mantiverem na
ordem de 800 unidades por dia até outubro, só com o aumento da venda de
automóveis, as emissões de CO2 irão crescer cerca de 1% ao ano em São
Paulo, calculado hipoteticamente a partir de uma média de veículos 1.6 a
gasolina, rodando cerca de 40 km por dia. A redução do IPI parece que não terá
fôlego para continuar após outubro. No entanto, os meses de novembro e
dezembro historicamente são períodos onde as pessoas conseguem maior
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