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135 de haver essa autonomia real, o método determina a precedência prima facie da autonomia privada, observadas as condicionantes do caso concreto. Entretanto, como, em regra, na fase pré-contratual das relações de emprego não haverá autonomia real das partes envolvidas, haverá, então, uma precedência prima facie do princípio da igualdade e, nestes casos, o ônus da argumentação recai sobre o empregador, aquele que se utiliza do princípio da autonomia privada. Observou-se que a adoção do método acima, com a distribuição argumentativo jurídico-constitucional para averiguar a licitude das diferenciações na fase pré-contratual na relação de emprego, implica necessariamente a inversão do ônus probatório, de tal sorte que caberá ao empregador comprovar que se valeu de sua autonomia privada, mormente da liberdade contratual negativa, de modo lícito ao deixar de contratar determinado empregado, fazendo-o não por motivos discriminatórios e sim por outras razões justificáveis. Por todo o exposto, tentou-se partir de uma visão crítica sobre o discurso da pluralidade da sociedade, para escrever sobre a discriminação na fase précontratual da relação de trabalho que, velada ou evidente, impossibilita que diversos trabalhadores tenham acesso a empregos, ponderando que o discurso da proibição da discriminação, por si só, sem o reconhecimento de que há diferenciações lícitas e sem a assunção de um método para diferenciar as desequiparações que implique construção argumentativa e melhor distribuição do ônus probatório, haverá a perpetuação das malfadadas discriminações, que impedem o desenvolvimento econômico e social. Espera-se, assim, ter dado o contributo para o constante aperfeiçoamento das pesquisas que pugnam pela defesa e aplicabilidade dos direitos fundamentais, que paulatinamente modificam as práticas dos operadores do Direito e melhoraram as relações sociais.