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CAPÍTULO 9. Significado e Implicações dos Resultados 9.1.1. WAIS-III (2002): Síntese e Significado Metrológico dos Resultados Recorde-se que o estudo da versão experimental portuguesa da WAIS-III se baseou num único Ensaio Experimental, embora tenham sido conduzidos outros estudos, incidindo no aperfeiçoamento dos critérios de classificação e na estimação da precisão – estabilidade temporal dos resultados e acordo inter-avaliadores. A implementação de um único Ensaio Experimental justificou-se, por um lado, pelo bom nível metrológico global dos resultados, obtidos nesse Ensaio e nos outros estudos, e, por outro lado, pelo maior investimento que desde cedo se reconheceu necessário dedicar ao aperfeiçoamento do STAT-R (H). Resumem-se e discutem-se de seguida as principais conclusões que puderam ser extraídas dos estudos metrológicos da WAIS-III: o A análise da dificuldade dos itens pôs em evidência um padrão de resultados coerente com as características das amostras (baixo nível etário e elevado nível de escolaridade em relação à população geral): percentagem de acertos relativamente elevada em todos os subtestes; médias dos sujeitos sistematicamente superiores às médias dos itens, quando medidos numa escala única (logit), no quadro do Modelo de Crédito Parcial (TRI) (resultados bem explícitos nos mapas dos sujeitos e dos itens apresentados em anexo); taxas de sucesso (que tomam em conta a gradação de pontuação nos subtestes que admitem crédito parcial) elevadas. A comparação entre níveis de escolaridade confirmou, aliás, existirem diferenças significativas favoráveis aos grupos de mais elevada escolaridade e a comparação entre grupos etários evidenciou tendência para resultados mais elevados no grupo mais jovem, à excepção do resultado compósito de Compreensão Verbal. o Embora este conjunto de resultados seja, assim, coerente com as características das amostras, convém assinalar que em parte poderá ter decorrido de alguma contaminação introduzida pelos critérios de classificação, aperfeiçoados e testados com base na variável escolaridade; ainda assim, este estudo dos critérios incidiu apenas nos subtestes de resposta aberta – Vocabulário, Semelhanças e Compreensão – que não são os únicos em que se observa tendência para a superioridade dos grupos de escolaridade mais elevada. Conclui-se, por consequência, favoravelmente em relação à adequação global do nível de dificuldade da prova para a população geral portuguesa, sem contudo deixar de 567