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Anais do VIII Congresso de Ciência e Tecnologia do Vale do Taquari
ISSN 1983-4497
208
maneira mais ágil e os empregados por receberem uma premiação em dinheiro por finalizar
suas tarefas antes do previsto.
4. Conclusões
Com o apoio dos dois casos práticos e a fundamentação teórica citada, é possível que
se estabeleçam conclusões e observações a respeito da aplicação do conceito de células de
produção em atividades laborais.
Focando-se no primeiro artigo, foi possível observar se a empresa MM ainda se encontrava
em um processo evolutivo de implantação do conceito de trabalho em células, apresentando
inclusive resistência a implantação desse novo método de trabalho, uma vez que já possuía
uma cultura de trabalho bem estabelecida que se diferenciava da nova proposta. Apesar
dessa dificuldade, Enz (1986) contextualiza em sua obra que os valores organizacionais são
“estados preferenciais culturalmente aceitos, penetrantes e duradouros, mas capazes de serem
mudados”.
De maneira antagônica, os autores do segundo artigo observaram um comportamento
mais autônomo dos trabalhadores, o qual flui de maneira muito natural, em que esses
desempenham suas tarefas de forma coletiva, colaborando entre si e conduzindo seu trabalho
em um ritmo por eles estabelecido.
Um aspecto incidente nos dois artigos é a presença de um líder, seja esse informal ou até
mesmo promovido pela empresa contratante. A diferença, contudo, está na forma com que
essa liderança é praticada. Na empresa MM, objeto de estudo do primeiro caso prático, Beatriz
(2004) comenta que os grupos ainda têm a necessidade de possuírem um líder que os conduza,
isentando os demais membros de responsabilidades, o que diminui a busca pela autonomia da
célula de trabalho. No segundo trabalho, Patussi e Heinneck (2006) abordam que a presença
do líder também era observada, todavia sua intervenção era mais indireta, atuando de forma
direta apenas nos momentos em que os demais trabalhadores estivessem realizando atividades
que pudessem prejudicar no andamento da obra.
Sob essa ótica, é percebido que o caso prático explorado ao longo segundo artigo mostra
uma equipe de trabalho mais evoluída em relação à utilização do conceito de trabalho em
células. O primeiro artigo, por sua vez, apresenta uma equipe de trabalho que vêm passando
por fases de evolução na concepção desse conceito.
Apesar das dificuldades encontradas para a aplicação do conceito de trabalho em células,
é perceptível que esse método de trabalho apresenta vantagens significativas, uma vez que os
grupos de trabalho tendem a serem mais autônomos, sem haver necessidade de uma supervisão
direta.
É importante que seja estabelecida alguma forma de valorizar os trabalhadores envolvidos
nas células, por meio de premiações aos que conseguirem cumprir as metas estabelecidas. No
primeiro caso prático, foi possível perceber-se que essa questão era amplamente levantada
SUMÁRIO