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dos pensadores medievais e à igreja medieval, formulou novos
padrões críticos e racionais que poderiam ser usados contra todas
as formas de autoridade intelectual – a dos antigos incluídas. E
isso foi o que aconteceu no final do século XVII.” (Kumar
1998:87).
Ao tratar do nascimento da modernidade Kumar (1998:86) nos escreve que uma opinião
bem visível era a de que os modernos não eram simplesmente os equivalentes dos antigos,
pois em virtude da educação progressiva da raça durante o seu desenvolvimento desde os
tempos antigos, os pensadores modernos eram capazes de ir muito além de seus
predecessores. Durante todo o século XVII e maior parte do século XVIII persistiu a idéia de
que a decadência e degeneração eram partes tão integrantes da cultura humana como o
progresso. A cultura, ciências e artes poderiam progredir, mas em geral isso acontecia ao custo
do progresso moral e espiritual. Dentre os autores que partilhavam dessa opinião temos
Rousseau.
Idéias clássicas e cristãs de tempo e história continuaram a dominar o ocidente até a
segunda metade do século XVIII, segundo Kumar “enquanto persistisse essa situação, não
poderia haver um autêntico conceito de Modernidade”. Entretanto, gradualmente na Segunda
metade do século XVIII, abre-se caminho para um novo conceito de modernidade. Pensadores
desenvolveram uma idéia secular de progresso. “O milênio tornou-se científico e racional, o
alvorecer de uma era de progresso humano infindável na terra.” (1998:91). O século XVIII
secularizou o conceito cristão de tempo e o transformou em uma filosofia dinâmica da história.
As divisões da História – Antiga, Medieval, Moderna – foram elevadas à categoria de estágios
da história mundial, que aplicados a um modelo evolucionário da humanidade deram especial
importância ao estágio mais recente, ou seja, o moderno. Agora, Modernidade passava a
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