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embora alguns grupos não a tenham desenvolvido em sua plenitude. A principal falha nesse ponto foi quando não evidenciaram confiança para mostrar que os conceitos precedem o cálculo. Ao perceberem os resultados das regressões muito distantes dos valores reais, muitos alunos simplesmente julgaram que o mercado estava incoerente e não refletiram sobre o conceito de regressão com base em séries temporais, que não pode ficar muito defasado sob o risco de não refletir a realidade (que foi o que ocorreu). Essa falha também decorre da falta de atitudes de questionamento e de crítica sobre os dados provenientes dos cálculos. Alguns grupos evidenciaram avanço no pensamento estatístico ao ir além do que foi ensinado (CHANCE, 2002), executando ações tais como: a) construção de gráficos comparativos; b) elaboração de regras de decisões; c) atualização das regressões; d) análise do comportamento do mercado de maneira global. Mas, sobre o pensamento estatístico, as falhas mais observadas referem-se à falta de ceticismo sobre os dados. Vimos isso quando alguns grupos não souberam lidar com o problema ocorrido com as ações da Vale. Alguns grupos simplesmente lamentaram que as ações, que num dia custavam R$80,00, no outro passaram a custar R$40,00. Não tiveram a iniciativa de se perguntar o porquê desse comportamento e investigar suas causas. Pelo contrário, alguns grupos aceitaram passivamente esse choque de preços e contabilizaram seus prejuízos. Quanto ao raciocínio estatístico, conforme apresentado por Garfield (2002), alguns grupos tomavam decisões de compra e venda apenas baseados nos cálculos das regressões, sem analisar a qualidade dos resultados e a adequação das equações e fórmulas. Não questionaram os métodos, mas inventaram regras de decisão para facilitar os julgamentos. Parecia mais fácil julgar o Verdadeiro ou Falso (comprar ou vender) do que refletir sobre os métodos e interpretar de maneira mais profunda os dados.