Download O RISCO E A GESTÃO DO RISCO EM PROJECTOS DE

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Metodologia de Investigação
complexas estruturas organizacionais. Por outro lado, o desenvolvimento e utilização de
novas metodologias, ferramentas e técnicas de desenvolvimento de software, conduziu à
diminuição da importância de alguns factores de risco (por ex. os riscos associados ao
desempenho) e ao surgimento de outros que não eram considerados anteriormente (por
ex. os riscos associados ao desenvolvimento por equipas multinacionais [Karolak
1998]).
3.
As tentativas, anteriores a 1995, para obtenção de uma lista de factores de risco
suficientemente abrangente, foram limitadas pela ausência de perspectiva intercultural,
pois a maioria dos estudos a que fazem referência, baseiam-se unicamente em dados dos
EUA, o que, a serem extrapoladas as suas conclusões para outras realidades
socioculturais, pode conduzir a distorções e enviesamentos [Keil et al. 1998] [Schmidt et
al. 2000].
Estas três razões conduziram um grupo de investigadores de várias nacionalidades [Keil et al.
1998] [Schmidt et al. 2000], ao desenvolvimento de uma nova “checklist” de factores de risco
de projectos de desenvolvimento de sistemas de informação, a partir de um “ranking-type
Delphi survey” lançado, em 1997, em três países em simultâneo: EUA, Hong Kong e Finlândia.
Esta nova lista de riscos pretende constituir uma alternativa às listas publicadas até então [Keil
et al. 1998].
No entanto, até ao momento, não foi realizado em Portugal nenhuma pesquisa deste tipo, sendo
que a tentativa de aplicação directa, no contexto Português, dos dados extraídos em outros
ambiente culturais, pode enviesar as conclusões.
Assim, no âmbito deste trabalho de investigação, pretendeu desenvolver-se uma lista
abrangente, credível e actualizada dos principais factores de risco de projectos de
desenvolvimento de sistemas de informação, enquadrada na realidade portuguesa, e determinar
quais desses riscos são considerados como mais importantes.
Esta lista respeita às opiniões um painel de 20 chefes de projecto nacionais, com larga
experiência na função, em diversos sectores da actividade económica (ver Quadros 5.1 e 5.2
adiante), obtidas através de um “ranking-type Delphi survey”.
A decisão de optar por um inquérito Delphi, em detrimento de um outro tipo de inquérito, foi
motivada pelas seguintes razões:
1) Pretendia-se sondar as opiniões de chefes de projecto com experiência significativa
(mínimo cinco anos). Dado que no momento da realização do estudo, não existia
nenhum repositório de informação credível sobre quem são os chefes de projecto em
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