Download Untitled
Transcript
FORMAÇÃO GLOBAL EM GESTÃO AGRÍCOL A uma parcela de terreno está a ser remunerada por uma determinada ocupação cultural (têm-se usado muito os 2/3 ainda com origem nos antigos contractos de arrendamento), ou finalmente, quando a terra foi recentemente adquirida, fazendo incidir uma taxa de juro de muito longo prazo de situação de muito pouco risco sobre o preço de aquisição. Factores que podem fazer variar o valor da renda da terra - características físico-químicas do solo, que lhe conferem determinadas potencialidades (fertilidade, estrutura e textura); - dimensão da parcela em causa; - presença de água utilizável para rega; - melhoramentos fundiários existentes (infra-estruturas de rega e drenagem, por exemplo); - declive; - plantações existentes, sua idade e estado de conservação; - questões ligadas à diversidade de usos permitida por lei. Melhoramentos fundiários Atenção que muitas vezes é importante considerar os melhoramentos fundiários em separado pois são classificados como bens de capital do tipo benfeitorias e estas têm uma vida útil finita. Dadas as características do factor Terra em que não há perda do seu valor - o período de vida útil não é finito - não há lugar ao cálculo de Amortização. Para além do valor da renda, a simples posse deste tipo de capital gera outros custos, dos quais destacamos os impostos (Imposto Municipal sobre Imóveis), as taxas de rega (pagas a uma entidade gestora de um perímetro de rega que beneficie a parcela em causa), etc. O outro tipo de bens de capital fundiário, as benfeitorias, são bens de capital cuja remuneração é designado por Juros do Capital Fixo. Que pode ser calculado da seguinte forma: JCF = (Vi / 2) x r em que Vi é o valor inicial do bem e r a taxa média que mede o custo de oportunidade ao longo do período de vida útil em causa. Para este cálculo, dado tratar-se de uma imobilização de longo-prazo, com a correspondente variação do valor do bem ao longo do tempo, procedemos a uma simplificação e reduzimos o seu valor a metade (valor que o bem assume exactamente no meio da sua vida útil). Às benfeitorias, para além do Juro, está também normalmente associado um outro custo que pretende traduzir a sua desvalorização, a Amortização. Existem diferentes métodos para proceder ao cálculo das Amortizações, sendo o mais utilizado o que considera que os bens se vão “desgastando” (ou depreciando) de forma homogénea ao longo da respectiva vida útil - método das amortizações constantes - , resultando o valor da Amortização anual do seguinte: A = Vi / n em que: A é a amortização anual, Vi é o valor inicial do bem e n é a vida útil do bem em causa. 34 Método das amortizações constantes